Fevereiro Roxo: Fibromialgia é uma doença real e pode ser incapacitante, alerta especialista
O mês de fevereiro é marcado pela campanha Fevereiro Roxo, que tem como objetivo conscientizar a população sobre três doenças crônicas e sem cura: Lúpus, Fibromialgia e Mal de Alzheimer. Criada para incentivar o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, a campanha reforça a importância da qualidade de vida dos pacientes e da disseminação de informações corretas sobre essas condições.
Muitas dessas doenças são pouco compreendidas pela sociedade e até mesmo pelos próprios pacientes, o que pode atrasar o diagnóstico e dificultar o tratamento. Por isso, especialistas reforçam a necessidade de ampliar o debate e combater os mitos que cercam essas enfermidades.
Em entrevista à Rádio Uirapuru, o médico reumatologista Anderson Napp, do Hospital de Clínicas de Passo Fundo, destacou a importância da campanha para o conhecimento e o diagnóstico precoce dessas doenças. Segundo ele, muitas delas ainda são pouco compreendidas e cercadas por mitos.
“A fibromialgia, por exemplo, muitas vezes não é levada a sério pelos familiares e amigos do paciente, pois não causa alterações visíveis no corpo ou em exames. No entanto, é uma doença real, que provoca dores intensas e pode ser incapacitante”, explicou o especialista.
No caso do lúpus, o Dr. Napp ressaltou que fatores ambientais podem influenciar no seu desenvolvimento. “Poluição, tabagismo e exposição a agentes químicos são estudados como possíveis desencadeadores da doença”, disse ele. Os sintomas incluem dor nas articulações, fadiga, manchas na pele e alterações no sistema imunológico.
Tratamentos e Qualidade de Vida
Atualmente, o lúpus conta com tratamentos avançados que ajudam a controlar a doença e evitar danos graves, como insuficiência renal. No caso da fibromialgia, o tratamento inclui medicamentos e terapia multidisciplinar, com apoio de reumatologistas, psicólogos e fisioterapeutas.
Sobre a prevenção, o médico destacou a importância da atividade física. “Exercícios regulares ajudam a reduzir sintomas da fibromialgia, controlar o lúpus e melhorar as funções cognitivas, prevenindo doenças neurodegenerativas”, explicou.