Festa Literária na Gare prepara cidade para a volta dos eventos culturais
Passo Fundo é a Capital Nacional da Literatura. Este título foi conquistado através de anos de história e esforço conjunto. Sem esquecer os primeiros e grandes passos dados neste caminho, figura a UPF através da Jornada Nacional de Literatura, além da tradicional Feira do Livro, promovida pela Associação dos Livreiros de Passo Fundo. Neste contexto a cidade fomentou também o surgimento de escritores locais, incentivados pelo ambiente e fazendo da literatura algo frequente. A Academia Passo-Fundense de Letras, outra protagonista importante, reúne também autores locais. Enquanto os grandes eventos culturais não acontecem, em virtude da Pandemia, a cidade segue com ações de menor intensidade, mas que mantém a literatura viva.
Neste domingo (5) encerra a Festa Literária 2021. O evento é uma iniciativa da Prefeitura de Passo Fundo e da Associação dos Livreiros de Passo Fundo (ALPF), com apoio e participação de entidades e livrarias da cidade, que iniciou ainda no dia 1º, com o objetivo de estimular e promover o livro em Passo Fundo. A Festa Literária foi criada visando preparar também a cidade para 35ª edição da Feira do Livro, programada para ocorrer em 2022. No evento, que ocorreu na Gare, autores locais, livreiros e público se encontraram. Lá o público pôde conversar com os autores, conhecer mais sobre as obras e também ouvir histórias.
Um dos escritores que conversou com a Uirapuru foi Júlio Cesar Pacheco. Autor da obra Estação Monterrey, o escritor, que é morador de Passo Fundo, falou com alegria sobre o evento. A sua obra conquistou o segundo lugar na categoria romance no Terceiro Prêmio Literário de Passo Fundo e conecta o ambiente da viação férrea com Passo Fundo. O livro é inspirado na estação de Passo Fundo e de um personagem que viaja de trem, com disputas, brigas e muitas aventuras que inspiram, algo que lembra muito o que era vivido em Passo Fundo e na própria Gare.