Festa de fim de ano: alegria para alguns, melancolia e sofrimento para outros
Com a chegada do fim de ano, a época é de encontrar a família, confraternizar com os amigos e festejar. Mas, para alguns, encarar tudo isso desencadeia um sentimento de desconforto, ansiedade e pode gerar quadros depressivos, ao que se chama popularmente de “depressão de final de ano”.
Nesse período surgem avaliações e caso a pessoa não tenha atendido seus propósitos, as cobranças e exigências tornam-se mais evidentes. Também, encarar a família e perceber que faltam alguns integrantes, que já partiram deste mundo ou moram muito longe, por exemplo, pode desencadear um fenômeno contrário à imagem que se tem das pessoas nessa época.
Conforme o psiquiatra Érico Hecktheuer, com frequência nesta época do ano as pessoas ficam mais emotivas, sensíveis, algumas até nostálgicas. Ressalta que as pessoas que tiveram um ano difícil, de mudanças e perdas, poderão apresentar mais sintomas nesta época.
Explica que elas realizam um balanço afetivo entre o desejado e o realizado, as ilusões e desilusões deste período, as conquistas e os fracassos na vida afetiva, familiar e profissional. Se este balanço fechar no vermelho, ou seja, mais frustrações do que realizações, aumenta a chance de adoecer.
Entretanto, ressalta que assim como o Natal e a virada do ano passam, os sintomas da depressão de final de ano também devem passar. Mas alerta, se o sofrimento apresentado for intenso e duradouro, mais do que duas semanas, poderá ser necessária a intervenção de um profissional para avaliar a situação, compreendendo os desencadeantes deste quadro, objetivando resolver os assuntos pendentes ao longo do ano e assim proporcionar um resgate desta tristeza ou depressão.