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Economia

Feirão Limpa Nome é oportunidade para regularizar débitos e voltar a ter crédito no mercado

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

Os bancos e instituições financeiras de todo o país promovem o Feirão Limpa Nome, um mutirão de negociação de dívidas que permite aos consumidores quitar débitos em atraso de cartões de crédito, cheque especial, consignado e outras modalidades de crédito. A ação acontece até o dia 30 em todo o país. Aqui em Passo Fundo o SCPC realiza entre os dias 24 e 29 de novembro um feirão de negociação e oferece condições especiais, como parcelamentos, descontos no valor total da dívida e juros reduzidos para refinanciamento, segundo informações da Febraban.

De acordo com o diretor do SCPC de Passo Fundo, Valter Ceolin, o feirão tem como objetivo permitir que quem está com o nome negativado volte ao mercado de consumo. É uma oportunidade para as pessoas que estão endividadas renegociarem com credores e limparem o nome. “O lojista não quer ficar com contas atrasadas, ele quer receber e voltar a vender”, explica.

O cenário, no entanto, é de preocupação. Segundo dados do SCPC, 39% dos consumidores de Passo Fundo estão com restrições no nome — índice superior à média estadual, que é de 35,4%. Ceolin aponta que o alto custo do crédito e as dificuldades no agronegócio são os principais fatores que têm impactado a economia local.

O diretor lembra que, no início dos anos 2000, o índice de inadimplência girava em torno de 25%. Hoje, o número cresceu de forma contínua e já se aproxima de 40%. Desde janeiro o número está em alta. O percentual era de 37%, agora já é 39%. São índices muito elevados e que tiram o poder de compra das pessoas.

A faixa etária mais atingida é a de 30 a 49 anos, que concentra quase metade dos registros de inadimplência. Em seguida estão os consumidores de 18 a 29 anos (21%), 50 a 59 anos (15%) e 60 a 77 anos (15%). De acordo com Ceolin, esse grupo é formado por pessoas economicamente ativas, que estão construindo carreira, financiando casa, automóvel e sustentando a família.

Atualmente, o varejo representa 23% das dívidas, o cartão de crédito responde por 27%, e 19,9% estão ligadas a bancos e financeiras. Há ainda 21% dos devedores que não conseguem pagar contas básicas, como água, luz, internet e telefone. O feirão deve trazer reflexos positivos à economia local. Quando a pessoa regulariza o nome, ela volta a ter crédito e pode comprar novamente. Isso movimenta o comércio, gera vendas e melhora a economia como um todo. A negociação das dívidas pode ser feita presencialmente na agência dos Correios ou online via o aplicativo do Serasa.