Feira do livro inicia com programação diária em Passo Fundo
Iniciou no domingo (20) a 36ª edição da Feira do Livro de Passo Fundo. O evento, que se estende até o dia 27 de outubro, é realizado no Espaço Cultural Roseli Doleski Pretto, com entrada pela rua Morom, junto à Biblioteca Pública Arno Viuniski. Seu principal objetivo é incentivar o hábito da leitura e promover a cultura local e regional. No local, que inicia as atividades às 9h, há uma estrutura especialmente montada para receber a população.
Organizada pela Prefeitura de Passo Fundo, a feira conta com a proponente da Academia Passo-fundense de Letras e uma Comissão Organizadora, composta pelo SESC Passo Fundo, Biblioteca Municipal Arno Viuniski, Instituto Histórico de Passo Fundo e a 7ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE). O evento também tem o apoio da Coprel Telecom. Com o tema “Bora lá, bora lê!”, a feira deste ano destaca a importância da leitura como ferramenta de transformação e desenvolvimento social. O assunto foi tema do programa Fala Passo Fundo, do último sábado, na Uirapuru, ainda antes do evento iniciar.
Luciano Silveira entrevistou ao vivo a Secretária Municipal de Cultura, Miriê Tedesco, acompanhada da coordenadora da Biblioteca Municipal, Vanessa Hickmann, e da Presidente da Academia Passo-fundense de Letras, Marilise Lech. Em uma conversa direta com a comunidade, a Feira do Livro foi detalhada. A Secretária Miriê disse que o evento conta com 13 livreiros no local, em um sistema semelhante a um shopping. Ela destacou que a feira se renova e precisa acompanhar a linguagem das pessoas, sem complexidade. Com isso, o evento se aproxima da comunidade e das crianças em geral.
A coordenadora da Biblioteca Municipal, Vanessa Hickmann, explicou que outra importante ferramenta para incentivar a leitura é o “vale livro”, uma ação municipal que oferece R$ 40 em um vale para trocar por livros na cidade, ao longo de todo o ano. Esta iniciativa traz essa oportunidade para quem, muitas vezes, não tem condições.
A Presidente da Academia Passo-fundense de Letras, Marilise Lech, destacou a participação da academia no fomento da leitura e do evento. Ela ressaltou que os livros são algo que perdura, podendo ser trocados, emprestados e muitas vezes até revendidos. Com a iniciativa municipal do “vale livro”, estima-se que 18 mil livros sejam inseridos na vida das crianças em um ano. Marilise explicou que há 15 projetos literários desenvolvidos na Academia ao longo do ano, e um deles trata sobre doações de livros pela comunidade, em um ponto dentro do prédio, que pode ser retirado também ao longo do ano.