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Mundo

Fechamento de dois bancos em três dias nos EUA não deve gerar impactos no Brasil, diz economista

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

No último final de semana as atenções se voltaram para o mercado financeiro com a falência de dois bancos americanos em um intervalo de três dias. Na sexta-feira (10), o Silicon Valley Bank foi tomado por controladores e teve a falência decretada quando o banco se viu incapaz de devolver o dinheiro depositado após uma corrida de clientes para fazer saques.

No domingo, outro banco que estava prestes a entrar em colapso, o Signature Bank, também foi tomado por controladores. O SVB era o 16º maior banco dos EUA e um dos principais bancos usados por empresas de tecnologia e startups que floresceram no chamado Vale do Silício.

Mas o que isso pode fazer com o cenário econômico do Brasil? Para falar sobre o assunto, a Rádio Uirapuru entrevistou o professor do curso de economia da Universidade de Passo Fundo (UPF), Clovis Tadeu Alves.

Ele explicou que impactos só seriam sentidos no Brasil em caso de uma crise maior, o que não deve acontecer devido ao aprendizado da grande crise de 2008. Considerada por muitos economistas como a pior crise econômica desde a Grande Depressão, ela ocorreu devido a uma bolha imobiliária nos Estados Unidos, causada pelo aumento nos valores imobiliários, que não foi acompanhado por um aumento de renda da população. Neste caso dos bancos, o economista afirma que isso não se repetirá também devido a intervenção rápida do Banco Central Norte-americano, que serviu como um “remédio rápido” para não se espalhar pânico no setor financeiro dos Estados Unidos como um todo. Isso já amenizou de forma geral a pequena crise que ocorreu naquele país.

Por isso, Alves afirma que não serão sentidos impactos gerais no Brasil, apenas em casos muito específicos, como empresas brasileiras que tinham negócios com o banco ou algo do tipo. No momento que o Banco Central dos Estados Unidos interviu nos bancos, o economista explica que não são mais os acionistas que comandam eles e sim o próprio Banco Central, que agora trabalha para que a crise não seja generalizada, estancando ela em um local específico e evitando um prejuízo em nível mundial.