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Transporte

Fecam defende atualização dos custos e relação direta entre caminhoneiros autônomos e embarcadores

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A revogação das novas regras para o cálculo do frete mínimo de transporte de cargas, que entraram em vigor no último sábado (20), abre espaço para novas negociações. A resolução da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) não agradou, principalmente, aos caminhoneiros autônomos.

Nesta segunda-feira (22) o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, garantiu a suspensão e a retomada das discussões.

Em entrevista à Uirapuru, o presidente da Federação dos Caminhoneiros Autônomos do Rio Grande do Sul, André Luis Costa, explicou que o transportador autônomo – proprietário do veículo e quem o dirige –, é quem mais sofre com a crise do setor.

Ele destacou que a proposta apresentada na semana passada não representa a realidade do caminhoneiro autônomo.

Segundo Costa, não foram atualizados os custos operacionais. Os preços dos insumos, que compõe o exercício da atividade, subiram bastante, a exemplo do óleo diesel e lubrificantes, e não foram considerados na resolução.

O presidente ressaltou que uma das mudanças que a Fecam defende é que o autônomo possa ter uma relação direta com o embarcador, sem atravessadores. Hoje ou trabalha para o CNPJ de uma empresa transportadora ou fica à mercê do CNPJ de uma cooperativa.

Outra luta da Federação é a criação definitiva de um índice nacional de remuneração do transporte autônomo, o que não impediria também a criação de índices regionais.

Nesta terça-feira (22), Costa vai se reunir com o ministro Tarcísio para tratar da atualização dos índices. O Rio Grande do Sul possui mais de 90 mil caminhoneiros autônomos.

A região de Passo Fundo conta com cerca de 18 mil, sendo um grande polo no transporte, principalmente de grãos.