Famílias do Acampamento Terra e Vida querem permanecer em área do advogado Dal Agnol
Em 2014, cerca de 300 famílias integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam um imóvel pertencente ao advogado Maurício Dal Agnol, na comunidade de Santo Antão, em Passo Fundo. Destas, sobraram 42 famílias que continuam lutando na justiça pelo direito às terras. São filhos e netos de agricultores e assentados da região.
Nesta quarta-feira (13) o presidente da 20ª Câmara Cível, desembargador Carlos Marchionatti, que é o relator do processo de reintegração de posse do imóvel, e mais dois desembargadores apresentarão os seus votos à matéria.
Ontem (12), a reportagem da Rádio Uirapuru esteve no Acampamento Terra e Vida, como é chamado, conversando com as lideranças. O representante dos Sem Terra, Antônio Braga explicou que eles querem que a área seja adquirida pelo Incra e dada a eles para que possam continuar produzindo alimentos para a sociedade. Disse que, como o proprietário das terras deve mais de R$ 30 milhões à União, a medida está prevista na Constituição Federal.
Braga contou que os moradores estão desenvolvendo um projeto para a sua subsistência e para a geração de renda. Eles criaram 10 estufas e mais um espaço para a produção coletiva de alimentos sem agrotóxicos.