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Polícia

Família de vítimas da chacina da Cohab convoca comunidade a contribuir na localização dos foragidos

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A polícia concluiu no dia 23 de julho o inquérito policial que apurou o crime que ficou conhecido como a Chacina da Cohab. Foram mortos de forma cruel, por asfixia com lacres plásticos, Ketlyn Padia dos Santos, de 15 anos, Diênifer Padia, de 26 anos e Alessandro dos Santos de 35 anos. O fato ocorreu no dia 19 de maio, na residência das vítimas, na Cohab 1 em Passo Fundo.

No relatório final da investigação, realizada pela Delegacia de Polícia de Homicídios e Desaparecidos de Passo Fundo que é comandada pela delegada Daniela Mineto, apurou-se o envolvimento de Eleandro Roso, Fernanda Rizzotto, Claudiomir Rizzotto, Luciano Costa dos Santos e Monalisa Kich Anunciação. Eles foram indiciados por homicídio quadruplamente qualificados.

Na manhã desta quinta-feira, 30, o advogado criminalista Gustavo da Luz que atua como assistente de acusação e representa a família das vítimas fez um apelo pela localização dos foragidos.

Venho trazer a dor da família. O objetivo dessa defesa é buscar a colaboração da comunidade de Passo Fundo para que encontremos essas pessoas que estão foragidas para que se possa efetivar a justiça nesse caso bárbaro e cruel” explicou o advogado.

O advogado revelou que durante a investigação, que ele classifica como difícil e complexa, a polícia chegou a localizar uma bomba. “Havia uma denúncia anônima da existência de uma bomba que seria jogada na casa das vítimas e essa bomba foi encontrada”, revelou Gustavo.

O advogado disse ainda que existem denúncias anônimas auxiliaram na elucidação do crime e que diligências variadas estão sendo realizadas. Segundo Gustavo da Luz, a assistência técnica faz por conta uma investigação particular para localizar o paradeiro dos foragidos. “Por essa colaboração que já houve da comunidade, a família pede novamente a ajuda da sociedade para localizar o paradeiro dessas pessoas”.

A assistência de acusação teme que o caso caia no esquecimento. “Já se passaram 70 dias do fato então temos a preocupação de não deixar isso passar, de não deixar que seja esquecido”.

Quanto aos familiares das vítimas o advogado disse que todos precisaram de apoio psicológico.

A família está dilacerada. Todos estão traumatizados e vivem com medo. Não tem como falar que a prisão destas pessoas vai trazer alguém de volta, mas é o dever do Estado dar uma resposta a essa família” explicou.

Gustavo da Luz classificou como mal sucedida a informação de que Diênifer Padia extorquia Eleandro Roso. “Ele fazia o papel de pai da criança pagando os gastos com a filha, mas falar que havia extorsão é precipitado”.

Da Luz disse que o inquérito está em posse do Ministério Público e que deverá ser devolvido ao judiciário nos próximos dias. “Acreditamos que o MP deverá oferecer denúncia e solicitar novas diligências”.

Quanto ao julgamento dos acusados, Gustavo da Luz diz que é muito complexo estimar um tempo.

Há todo um trâmite judicial para chegar a fase de pronúncia e isso demora. Em um processo corriqueiro com réu preso essa fase de instrução demora, pelo menos, um ano. Com réu solto poderá levar até uma década”, finalizou o advogado.

Qualquer informação sobre o paradeiro de Fernanda Rizzotto, Claudiomir Rizzotto e Luciano da Costa dos Santos deverá ser encaminhada a Polícia Civil por meio do telefone 197 ou 33137854 da DHPP.