Família de taxista morto teme que assassino solto faça mais vítimas
A morte do taxista Vanderson de Almeida, assassinado no último domingo (17) deixou desamparada sua família e trouxe indignação à população de Passo Fundo. Vanderson estava trabalhando em seu ponto de taxi, na Avenida Brasil, esquina com a Sete de Setembro, quando teve uma corrida solicitada pelo Alessandro Padilha, apontado pela polícia como o assassino.
Em determinado momento da corrida, Alessandro atirou em Vanderson e jogou seu corpo em uma mata, nos fundos do Parque de Rodeios da Roselândia.Os motivos do crime ainda não estão claros, já que Vanderson não teria qualquer envolvimento com o assassino. O corpo de Vanderson foi sepultado na última terça-feira, após um grande cortejo de taxis e sob forte comoção de amigos e de toda a comunidade.
Passado o difícil momento da despedida, a Uirapuru conversou na manhã de ontem (21) com a família do taxista, que ainda estava encaminhando papéis sobre a morte de Vanderson. A esposa Luciana de Almeida , casada com Vanderson há 25 anos, relatou a dor de ver sua esperança destruída após mais de 24h de angústia.
Luciana relatou que a todo o momento rezou para que ele estivesse apenas desaparecido, mas quando soube que o corpo havia sido encontrado sem vida, entrou em desespero. Conforme ela, a sua filha de apenas seis anos ainda não entende que o pai nunca mais voltará para casa e a todo momento pede por ele.
Revelou que outra filha, já adulta, está grávida e também não está conseguindo superar a perda trágica do pai. Luciana pede agora que a justiça capture o assassino para que outras famílias não sejam destruídas por um crime sem sentido.
A esposa de Vanderson falou ainda sobre a indignação da covardia do assassinato, que levou um pai de família. Conforme ela, a família está há apenas 3 meses em Passo Fundo, vinda de Curitiba justamente para fugir da criminalidade da grande cidade.
O taxista era o responsável principal pelo sustento de todos e a família sempre ganhou suas coisas lutando e trabalhando.Criticou ainda os defensores dos direitos humanos, que até agora não foram ver se sua família precisa de alguma coisa, sendo que moram em casa alugada e perderam o responsável pelo sustento.
Filhas do taxista Vanderson afirmam ter perdido muito mais do que um pai, mas um amigo de todas as horas
Vanderson deixou quatro filhas mulheres, a mais nova é uma criança, de apenas seis anos. Emocionadas, relataram á Uirapuru que não sabem o que fazer agora que perderam o pai. A mais velha, Daiane de Almeida, relatou que o pai era um grande amigo de todas, sempre ensinando a nunca tirar nada de ninguém e trabalhar duro.
Daiane não escondeu a revolta de ver seu pai, com 43 anos, ser morto friamente por um criminoso de 24 anos, sem motivo, sem justificativa e que colocou um ponto final na relação de todos. Daiane pede justiça e lembrou que o criminoso deveria estar preso, tendo ganhado a liberdade apenas para tirar a vida de um pai de família.
Até o momento, o assassino Alessandro Padilha não foi localizado. Qualquer informação sobre o seu paradeiro deve ser repassado para a polícia no 190 ou 197. O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Desaparecidos da Polícia Civil, sob a coordenação da Delegada Daniela de Oliveira Minetto.