Falta de técnicos prejudica a cadeia leiteira do país
Hoje no Brasil, segundo levantamento do MAPA, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, existe apenas um técnico para cada 1.200 produtores. A necessidade seria de um técnico para cada grupo de 100 produtores. Este foi um dos assuntos debatidos na Agrotecno Leite, que acontece até hoje sexta-feira no centro de eventos e nos campos de pesquisa da Universidade de Passo Fundo. O debate foi durante a reunião da comissão de agricultura, pecuária, abastecimento e desenvolvimento da Câmara dos Deputados com a participação dos deputados Alceu Moreira, Gilberto Capoani e Edson Brum.
Participaram da discussão representantes da Embrapa, UPF, Emater, secretaria estadual de agricultura, pecuária e agronegócio, SINDILAT, sindicato da Indústria de laticínios e produtos rerivados do RS, COTRIJAL, FARSUL, FETAG, FETRAF-SUL e sindicatos rurais e de trabalhadores. Foi discutido como o Rio Grande do Sul tem evoluído em pesquisa, produção e geração de conhecimento e tecnologia. Mas falta o profissional de ponta que vai até a propriedade e repassa tudo isso ao produtor.
O trabalho feito pela Emater, Embrapa, Senar, Sebrae foi elogiado, “mas eles não tem gente suficiente” cobrou o deputado Luis Carlos Heinze. Também foi cobrada a participação mais efetiva de indústrias e cooperativas de leite que na maioria, segundo os deputados, não prestam qualquer tipo de assistência direta ao produtor.
O deputado Alceu Moreira também falou no encontro da ideia que vem desenvolvendo junto ao MAPA para a criação da Escola do Leite que funcionaria na Universidade de Passo Fundo aos moldes do que hoje existe em países como a Holanda. A escola seria de práticas ligadas a cadeia com cursos desde a limpeza adequada do galpão até a comercialização do produtos. Os cursos seriam desenvolvidos pelo Senar e os recursos para viabilizar o projeto seriam dos Ministérios de Agricultura e de Educação e de parcerias com a iniciativa privada.
Em áudio: Informações como repórter Régis Leonardo