Falta de socorro nas estradas pode resultar em ações contra o governo, afirma advogado
O fim das concessões privadas nos polos de pedágio no Rio Grande do Sul, também preocupa, pois as estradas federais não terão a manutenção dos serviços de guincho e ambulância. A Superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre no Rio Grande do Sul (Dnit-RS) informou que não há previsão de contratação dos serviços de guincho e ambulância até o momento.
Nas vias estaduais, que ficarão a cargo da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) que cobrará um pedágio cerca de 20% mais barato, também não haverá continuidade destes serviços, em um primeiro momento. No caso do guincho, a EGR está costurando um acordo com o Detran, que irá intermediar o resgate apenas de veículos acidentados. Em relação às ambulâncias, as negociações são mais iniciais e ainda dependem de análises de mercado.
Assim, por enquanto o SAMU e os bombeiros ficariam responsáveis pelo socorro. Uma situação delicada, que conforme explica o advogado Osmar Teixeira, pode acabar resultando em ações contra o Governo do Estado, em casos de mortes nas vias, causadas por falta de socorro.