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Geral

Falta de servidores e alta demanda em outros serviços dificultam liberação de apenados para bancos e INSS

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Nos últimos dias a Uirapuru foi procurada por alguns familiares de apenados questionando sobre a demora na liberação dos mesmos para irem até bancos ou INSS a fim de colocar situações em dia e que suas famílias recebem benefícios. Mas qual o critério para retirar um apenado do presídio para uma situação externa burocrática?

 

Segundo o diretor substituto do Presídio de Passo Fundo, Josemar Dallagnol, a condução dos apenados para esses tipos de serviços, assim como prova de vida e FGTS, está assegurada na Lei de Execução Penal. Mas muitas vezes acabam demorando por falta de servidores e de viaturas. Para cada preso é necessário a escolta de, no mínimo, dois servidores. Josemar contou que primeiro vem as prioridades que são as audiências e as conduções médicas. O presídio possui uma unidade básica de saúde, mas muitos casos exigem um atendimento mais especializado, que são devidamente agendados. O diretor substituto explicou que a direção também não pode deixar de lado a segurança do local, todas as quartas, sextas-feiras, sábados e domingos têm visitas externas, com grande movimentação que exige atenção.

 

Josemar Dallagnol disse que quando o governo Federal liberou o saque da conta inativa, no ano passado, um grande número de apenados precisaram da escolta, agora diminuiu bastante. Ele salientou que alguns serviços, como o recebimento de FGTS, podem ser facilitados por meio de procuração a um familiar. O cartório vai até o presídio colher assinatura do apenado. O Presídio de Passo Fundo conta com 705 presos quando a sua capacidade é de 307.