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Geral

Falta de insumo que dá gás ao refrigerante poderá fechar médias e pequenas empresas no Brasil

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A Rádio Uirapuru recebeu a informação de que fábricas estão reduzindo a produção por falta de insumo que dá gás aos refrigerantes. Segundo relatos, o problema ocorre a nível nacional.

Falando sobre o assunto na Uirapuru, o presidente da Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras), Fernando Rodrigues de Bairros, explicou que todo o fornecimento de CO2 (dióxido de carbono) é concentrado em apenas três empresas. Nas contas da Afrebras, entre 15 a 20 associados têm contrato de exclusividade de fornecimento de CO2 com uma destas empresas e estão enfrentando problemas. Quando as reclamações iniciaram, Bairros conta que a entidade fez uma investigação e constatou que esta empresa manteve o fornecimento do insumo apenas para grandes fabricantes de refrigerantes em detrimento dos pequenos.

Conforme Bairros, devido a isso, hoje diversas indústrias estão paradas ou indo para o mercado tentar encontrar o produto em outras empresas, deparando-se com um preço 200% mais alto, que foi de R$ 2 para R$ 20 o quilo. O presidente da Afrebras afirma que em setores monopolizados, como o das bebidas, sempre é o pequeno empresário que leva prejuízo. Isso inclui até mesmo empresas da região, como uma de Passo Fundo, que produz energéticos e também precisa de CO2, além da conhecida Sarandi, que tem sua indústria em Barra Funda.

Bairros afirmou que este problema está ocorrendo devido à irresponsabilidade da empresa fornecedora do CO2, que é uma multinacional e poderia ter importado o dióxido de carbono de países-parceiros, como Argentina, Uruguai, Paraguai, entre outros. Porém, isso não foi feito, nem mesmo procurou soluções, deixando o problema para as médias e pequenas indústrias resolverem. Além disso, Bairros também afirma que o envio do CO2 teve entrega seletiva. Invés de ser dividido um pouco para todo mundo, houve entrega quase que total para uma grande produtora de refrigerantes.

De acordo com o presidente da Afrebras, essa situação preocupa o setor, que está com demanda, mas não entrega por não ter produção. Quando isso ocorre, as empresas não faturam e acabam não pagando salários, chegando ao prejuízo e, consequentemente, a falência. Por isso, a associação reuniu-se com deputados em Brasília para debater sobre o caso e buscar resolver o problema o quanto antes. Bairros ressalta que precisa voltar o fornecimento de CO2 rapidamente ou simplesmente as médias e pequenas empresas de bebidas gaseificadas do Brasil fecharão as portas.