Falta de incentivo obriga policiais militares a abandonarem a profissão
O número de policiais da Brigada Militar se aposentando só cresce, enquanto isso, o Governo do Estado não chama novos policiais. Quase 5 mil se aposentaram na corporação em 2015. No entanto, oficialmente o governo Estadual reconhece apenas cerca de 2 mil aposentadorias.
O presidente da Associação de Cabos e Soldados da Brigada Militar (Abamf), Leonel Lucas, explicou que o ano passado foi marcado por uma verdadeira debandada na corporação. Conforme relata, isso ocorreu após cortes nas horas extras e diárias, promovidos pelo governo Sartori. Ele lembrou que a profissão exige muito e sem estes incentivos, fica difícil um policial em condições de aposentadoria seguir nas ruas. Revelou que o Estado conta apenas com 15 mil soldados, um número muito pequeno para cobrir toda a demanda.
Para um policial militar se aposentar são necessários 25 anos de serviço ativo na Brigada, e cinco anos de serviço com carteira assinada, em qualquer profissão. Legalmente até os 55 anos os brigadianos podem seguir trabalhando. Lembrando que o atual governo priorizou oficiais e deixou os soldados, que trabalham na linha de frente, de lado.
Ontem (8), o secretário Estadual de Segurança Pública, Wantuir Jacini, afirmou que mais brigadianos serão contratados até o final do ano. A afirmação foi feita durante reunião em Porto Alegre, para tratar da Operação Golfinho.