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Polícia

Falta de estrutura no Presídio de Passo Fundo impede que apenados trabalhem

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A notícia de que o Presídio Regional de Passo Fundo passa por um surto de caxumba levantou antigas questões envolvendo a casa prisional e, uma delas, é o trabalho dos presos para diminuir a sua pena. Em épocas passadas os presos confeccionavam bolas de couro e material sintético, como forma de trabalho.

 

Em entrevista na Uirapuru, o diretor do presídio, Renato Garlet, destacou que hoje a casa prisional não conta com um espaço físico adequado para que os presos realizarem atividades laborais, a exemplo do presídio Estadual de Erechim, que conta com dois pavilhões onde funcionam fábricas e cursos. Isso impede que os apenados realizem qualquer atividade de trabalho no momento.

 

Frisou que os presos de Erechim são capacitados através de cursos profissionalizantes, e assim muitos são reinseridos em postos de trabalho após a liberdade. Renato informou também que hoje os presos realizam apenas atividades internas, como faxina das celas e corredores, além de serviços de cozinha, onde são os responsáveis pela preparação dos alimentos.

 

Destacou também que em Passo Fundo, o trabalho dos presidiários encerrou há cerca de quatro anos, quando havia uma parceria com a empresa São Paulo Alpargatas, que mandava alguns materiais, como bolas, para serem costuradas pelos presos.

 

Renato ainda cita o exemplo do Presidio de Getúlio Vargas, que também possuía uma estrutura precária, onde foram feitas adequações em salas para receber máquinas de costura para cerca de 15 detentos. A mesma empresa demonstrou interesse em investir no Presidio Regional de Passo Fundo, mas até o momento nada foi firmado.