Falta de ajuda familiar pode explicar resistência de idosos em não saírem das ruas durante a quarentena
Na última semana, o prefeito Luciano Azevedo decretou situação de calamidade pública, em decorrência da Covid-19. Além do fechamento de estabelecimentos, comércio e alguns serviços, a recomendação era que a população evitasse sair de casa e ficasse em resguardo, principalmente os idosos que estão no grupo de risco. No entanto, alguns idosos continuaram indo aos bancos, mercados, farmácias e, muitas vezes, passeando, no período de quarentena.
Em entrevista a Uirapuru, o vice-presidente do Conselho Municipal do Idoso (CMI), Paulo Cassiano Simor, explicou que muitos idosos moram sozinhos e não tem ajuda familiar, sendo assim, fazem tudo sozinhos, desde pagamentos de contas a compras em supermercados. Outra questão é que alguns idosos se sentem muito independentes. Explicou que o isolamento já tem afetado a rotina dos jovens e adultos e com os idosos não é diferente. Ressaltou que os idosos também tem suas necessidades e as rotinas pessoais que precisam ser atendidas.
Ainda segundo Simor, a maioria da população idosa não teve acesso ao estudo, e, por consequência disso, não entendem a magnitude do estrago que o vírus pode causar nas pessoas. Ele ressaltou que são várias questões que fazem com que o idoso se expõe. De acordo com o vice-presidente, muitos não tem aporte de pessoas que façam as coisas para eles como ir no mercado, na farmácia e demais lugares. Ponderou ainda que pequenos movimentos de auxílio aos idosos são fundamentais para evitar que eles estejam na rua.
Ouça a entrevista com o vice-presidente do Conselho Municipal do Idoso, Paulo Cassiano Simor: