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Expointer 2017

Expoargs contabiliza mais de R$ 430 mil em vendas na Expointer

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A 34ª Exposição de Artesanato do Rio Grande do Sul (Expoargs) comercializou 10.244 peças nos primeiros quatro dias da Expointer, que somam R$ 430.508,40. O número representa um aumento de 1,6% nas vendas em comparação ao mesmo período do ano passado. Entre os produtos mais comercializados estão peças de cutelaria e couro trançado. O maior evento de artesanato do Estado ocorre simultaneamente à Expointer até o dia 3 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, no Pavilhão do Artesanato, em Esteio.

A artesã Isabel Costa, de São Leopoldo, participa há 10 anos da Expoargs e produz artesanato há 12 anos. “Essa edição da Expoargs está ótima. Superou todas as minhas expectativas. Está melhor do que o ano passado. Na terça-feira, já havíamos vendido todos os produtos expostos e tivemos de produzir mais para atender à demanda”, afirma. Ela comercializou 597 ranchos decorativos até a manhã desta quarta-feira, 30 de agosto.

A artesã Carina Casali, de Bom Princípio, vive exclusivamente do artesanato há sete anos e também comemora os bons resultados da exposição: “A Expoargs tem um bom público. Estou surpresa com o volume de vendas. Comercializei 100 peças até o momento e, se continuar assim, não terei pesos e arranjos de porta para expor até domingo”.

Entre as novidades da 34ª Expoargs estão as peças do artesão Fábio Moura, de São Leopoldo. Há 36 anos, ele produz artesanato e há 4 meses trabalha exclusivamente com essa arte, fabricando peças de decoração e utilitários a partir de ferraduras, como cadeira, porta-garrafa, entre outros produtos. É a primeira vez que ele participa da exposição e acredita que o evento também é um espaço para fazer contato com lojistas.

Outra novidade da Expoargs são as peças do artesão Flávio Ferri, de Esteio. Há 40 anos ele produz artesanato como hobbie e há três anos começou a encarar a arte como trabalho e viver exclusivamente dessa renda. Ele participa pela primeira vez da exposição e revela que vende de oito a dez peças de madeira restaurada por dia, que transforma em lustres, mesas, espelhos, entre outros produtos. Ferri recupera pedaços de madeira retirada de fazendas localizadas a até 350 km de distância da Região Metropolitana, que não servem para queima.

Já a família que participa desde o início da Expoargs é a Schneider, de Porto Alegre. Os filhos Kleber e Klayton continuam a produção de bombas de prata, iniciada pelo pai Nelson, em 1951. Eles lamentam a diminuição de profissionais atuando como ourives. Desde 1991, a família expõem no mesmo corredor do Pavilhão do Artesanato.

O técnico do Programa Gaúcho do Artesanato (PGA), João Mentz, considera que o número de artesãos que trabalham com artesanato típico também reduziu: “Trabalho na organização de feiras e na triagem realizada pelo Programa Gaúcho do Artesanato. Para mim, o artesanato típico é uma arte, mas o que vejo, infelizmente, é que as famílias não estão continuando essa produção com técnicas mais primitivas. Nesta edição da Expoargs, por exemplo, não temos um expositor de esporas”, observa.

Mentz conta que a exposição de artesanato foi criada simultaneamente à Expointer, há 40 anos, com o nome de Pátio do Artesanato. Apenas em 1983, o evento foi denominado Expoargs. O servidor que trabalha há 40 anos na FGTAS e há 37, com artesanato relata que a estrutura da exposição era menor e que as principais técnicas eram artesanato típico e couro. “Hoje, temos uma ampla variedade de técnicas”, completa o técnico que diz “não se ver atuando em outra área que não seja o artesanato”.

A Expoargs conta com a participação de 240 artesãos de 49 municípios gaúchos, distribuídos em 118 estandes, que comercializam peças de bijuteria, couro trançado, bichos e bonecos, crochê, patchwork, tecelagem, entalhe em madeira, cutelaria, argila, pintura em tecido, biscuit, escultura em gesso, tricô, típico regional, macramê, marchetaria, resina, dobradura, vidro, metal e porongo.

A Expoargs é uma realização do Programa Gaúcho do Artesanato (PGA), que incentiva a profissionalização e fomenta a atividade artesanal com políticas de formação, qualificação e apoio à comercialização. O Programa é desenvolvido pela Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos.