Existe omissão das famílias no caso do acidente que envolveu 12 jovens em um carro afirma promotora
O caso do acidente com um Kadett, no ultimo sábado (4), com 12 pessoas, sendo 10 menores de idade, ainda chama a atenção dos passo-fundenses. A promotora de Justiça da Infância e Juventude de Passo Fundo, Clarissa Ammélia Simões Machado explicou que, oficialmente, o Ministério Público (MP) não recebeu nenhum comunicado dos órgãos de proteção aos adolescentes, mas acompanhando os fatos fica claro que existe omissão das famílias, ao permitirem que os menores fiquem nas ruas durante a noite.
A promotora registrou que o MP só vai agir se houver falha no atendimento prestado pela polícia e órgãos relacionados a Prefeitura. Ela ressaltou que foram abertos dois inquéritos policiais, um por lesões corporais no acidente e outro com relação à venda e fornecimento de bebidas alcoólicas.
Conforme a promotora é preciso fiscalizar se a boate em questão tem meios de barrar a venda da bebida a menores ou se maiores de idade estão comprando e entregando aos menores. A promotora explicou que como a boate vende bebida alcoólica, eles deveriam proibir a entrada de menores, mediante fiscalização de documentos. Frisando que na maioria dos casos isso não ocorre e os estabelecimentos acabam colocando apenas placa avisando que não vendem álcool para menores. O correto seria um fiscalização dos próprios funcionários e flagrado o consumo, o acionamento dos órgãos competentes.