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Política

Ex-sindicalista envolvido em desvios do FGTS deve ser responsabilizado legalmente, diz jurista

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Nessa semana, mais envolvidos em esquemas de corrupção foram presos, desta envolvendo desvios do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

 

Entre eles está o ex-sindicalista da CUT, André Luiz de Souza, que teve mandado de prisão decretado a partir de investigações da Operação Greenfield. Ele foi apontado por ex-executivos da Odebrecht, durante a Operação Lava Jato, como o responsável por favorecer o grupo no período em que integrava o Conselho Curador do FGTS por indicação da CUT.

 

O Conselho é o órgão gestor do Fundo de Garantia que é arrecadado dos trabalhadores no Brasil inteiro. Ele é formado por um representante dos trabalhadores, um dos empregados e um do governo federal.

 

Nas investigações, o Ministério Público Federal identificou movimentação financeira do ex-sindicalista superior a US$ 12 milhões no exterior. André é apontado de fazer parte de um grupo, liderado pelo ex-ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, que fazia manobras para direcionar a aplicação de recursos do FGTS em projetos de interesse de determinadas empreiteiras em troca de propina, como a Odebrecht.

 

Em entrevista à Rádio Uirapuru, o advogado Osmar Teixeira explicou que as indicações ao Conselho fazem parte do processo democrático e da estrutura administrativa jurídica e legal do país.

 

O jurista ressalta que o órgão deve ter uma boa gestão, por isso havendo e comprovado os desvios, as pessoas que participaram dele devem responder pessoalmente e os seus órgãos também serem responsabilizados pela má conduta dos seus indicados.

 

Destaca que a União, que deveria fazer essa gestão, do ponto de vista da fiscalização, vai ter que responder por mais esse problema que, em última análise, estoura no contribuinte.