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Polícia

Ex-genro pagou R$ 20 mil pelo assassinato de mãe e filha em Casca

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

Na última terça-feira (1º) a Rádio Uirapuru noticiou a prisão de seis pessoas foram presas acusadas pelo duplo de homicídio de mãe e filha em Casca, no dia 14 de junho. Um dos presos é ex-genro de uma das vítimas, segundo a Polícia Civil. As prisões aconteceram em três cidades. Os três mandantes foram capturados no município, e um dos atiradores foi capturado em Guaporé.

Dois dos investigados já estavam recolhidos no sistema penitenciário, um deles por tráfico de drogas em Casca, e o outro por assalto em Florianópolis (SC). O sétimo envolvido é de Novo Hamburgo, mas não foi localizado na última terça-feira e é considerado foragido.

A Polícia Civil não divulga a identidade dos criminosos em razão da legislação de abuso de autoridade.

Neusa Maria Rapkievicz, 56 anos, e Ana Paula Rapkievicz, 32, foram assassinadas em uma emboscada quando chegavam na propriedade rural em que moravam, na localidade de Capela Geral Velha. Segundo a polícia, o crime foi motivado por brigas entre famílias. O ex-genro e seu pai pagaram R$ 20 mil para quatro criminosos de fora da cidade matarem as duas.

De acordo com o delegado Venicios Ildo Demartini,  o crime foi motivado por brigas familiares e dinheiro envolvendo famílias. Os suspeitos e as mulheres mortas tinham uma relação de parentesco.

Dos quatro assassinos contratados, dois são moradores de Casca, um de Novo Hamburgo e o outro é de Palhoça (SC). As investigações apontam que, no dia anterior ao duplo homicídio, um dos mandantes foi até a Região Metropolitana para buscar um dos executores. Naquela noite, houve uma confraternização entre os mandantes do crime e os atiradores contratados.

Na tarde dos assassinatos, os mandantes mostraram o local para a emboscada e a rota de fuga. Também foi definido o horário da execução: pouco depois das 19h, quando Neusa e Ana Paula retornariam para residência depois de deixar a neta que visitava Neusa a cada 15 dias em casa. Após o duplo homicídio, os quatro atiradores voltaram para o esconderijo e avisaram os mandantes por telefone.

Durante os dois meses de investigação, a Polícia Civil apreendeu uma espingarda de pressão adulterada para o calibre .22 e um revólver .32. Este revólver foi enviado para a perícia, pois há suspeita de que a arma tenha sido usada nos assassinatos.