Eventos climáticos extremos serão cada vez mais frequentes com aquecimento do Planeta, afirma Geólogo
A temperatura média da Terra aumentou em mais de 1,5°C nos últimos dois anos, acima do limite simbólico estabelecido pelo Acordo de Paris em 2015 para combater as mudanças climáticas, anunciou nesta sexta-feira (10) o serviço europeu de observação Copernicus.
Conforme previsto há meses, 2024 foi o ano mais quente já registrado desde que as estatísticas começaram em 1850, confirmou o Serviço de Mudanças Climáticas do observatório europeu.
De acordo com o geólogo Luiz Paulo Fragomeni, o Acordo foi firmado com o objetivo de evitar problemas de várias ordens no Planeta. No entanto, o que se vê é que o compromisso não foi cumprido. O resultado pode ser visto em diversos eventos climáticos registrados em vários países do mundo, no Brasil e, inclusive, no Rio Grande do Sul.
O geólogo ressalta que o que se observa é um acréscimo de emissão de carbono na atmosfera de 2% ao ano. O carbono é um dos responsáveis pelo chamado efeito estufa e pela elevação da temperatura na Terra. Conforme Luiz Paulo, esse fato surpreendeu zero pessoas, pois as maiores autoridades climáticas já esperavam e projetavam que isso acontecesse.
O geólogo acredita que a situação pode piorar, pois ainda existem pessoas e grandes líderes mundiais que não acreditam nessas mudanças climáticas. Desse modo, nada é feito e a situação só piora. Um exemplo é o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, que já avisou que vai retirar o país do Acordo de Paris, como já fez no seu primeiro mandato.
Fragomeni ressalta que não precisa ser nenhum cientista para observar o que vem acontecendo com o Planeta. Por isso, os líderes que não começarem a tomar providências, começarão a ser responsabilizados. Conforme o especialista, os eventos climáticos extremos serão cada vez mais frequentes, infelizmente. Ele explica que o tempo de recorrência entre uma ocorrência e outra será cada vez menor.