Estratégia de desacreditar eleições visava criar ambiente para tentativa de golpe
Durante o quadro Nas Entrelinhas, da Rádio Uirapuru, nesta quinta-feira (19), o comentarista Mauro Vinícius de Moraes abordou o relatório da Polícia Federal que aponta o general Walter Braga Netto como figura central na estratégia de disseminação de desinformação sobre o sistema eleitoral brasileiro. Segundo o documento, Braga Netto teria articulado a produção e distribuição de conteúdos falsos sobre as urnas eletrônicas com o objetivo de gerar desconfiança nas eleições de 2022 e criar ambiente favorável a uma tentativa de golpe de Estado.
Mauro Vinícius destacou que as mensagens encontradas no celular do coronel da reserva Flávio Peregrino, apontado como braço direito de Braga Netto, reforçam a tese de que havia um grupo estruturado para executar essa estratégia. De acordo com ele, o grupo identificado como “Eleições 2022” usava robôs para disseminar conteúdos falsos nas redes sociais, visando estimular ações como as manifestações em frente a quartéis. “Era criado fake news e os robôs passavam pra diversas pessoas, e essas pessoas replicavam”, afirmou.
O comentarista também comentou sobre o impacto do novo relatório no processo que já envolve Braga Netto. Ele lembrou que o ministro Alexandre de Moraes marcou acareação entre Braga Netto e Mauro Cid para os próximos dias e liberou o sigilo das mensagens do inquérito. Vinícius mencionou ainda a tentativa do PL de questionar o resultado das eleições presidenciais de 2022, posteriormente rejeitada pelo TSE, que aplicou multa de R$ 22,9 milhões ao partido por má-fé.
Por fim, Mauro Vinícius ressaltou a necessidade de atenção à disseminação de informações falsas e defendeu a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. Ele alertou para os riscos de uma ruptura institucional, caso uma tentativa de golpe fosse bem-sucedida. “Quem garante que o Bolsonaro não seria o primeiro a ser preso?”, questionou, ao considerar que o general Braga Netto, sendo militar de alta patente, poderia assumir o controle em caso de êxito do plano golpista.
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