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Geral

Estiagem torna irreversíveis os danos na safra de milho na região de Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Sabrine Paludo

A falta de chuva volta a preocupar produtores rurais no Rio Grande do Sul, especialmente na região de Passo Fundo, onde a estiagem já começa a comprometer o desenvolvimento das principais culturas de verão. O milho, que em muitas propriedades está em fase de pendoamento, etapa decisiva para a definição do potencial produtivo, sofre com a baixa umidade do solo e as altas temperaturas. A soja, em fase inicial de desenvolvimento, também apresenta sinais de estresse hídrico. O tema foi destaque no programa Cotações e Mercado do último domingo. Durante o debate, engenheiros agrônomos e produtores rurais alertaram que a falta de chuva, somada ao calor, já causa danos irreversíveis nas plantações da região.

De acordo com Cláudio Doro, no caso do milho, os prejuízos já não podem mais ser revertidos, mesmo com a previsão de chuva para os próximos dias. Ele explica que até mesmo lavouras conduzidas com alta tecnologia sofreram impactos severos da estiagem e da temperatura elevada. Doro destaca que grande parte do milho está na fase de pendoamento, período mais sensível à falta de umidade. A ausência de chuva nesse momento compromete a formação dos grãos e impede o enchimento adequado das espigas, reduzindo de forma significativa a produtividade.

Além do milho, a soja também enfrenta dificuldades. Embora muitas lavouras estejam na fase de plantio, o solo extremamente seco prejudica a germinação das sementes, provocando desuniformidade e problemas no desenvolvimento inicial das plantas. Produtores temem que, se o cenário persistir, as perdas possam se estender por toda a safra.