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Geral

Estado deve pedir anistia e não prorrogação da dívida com o governo federal, defende vice-presidente da Rede Pampa de Comunicação

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

O desastre climático que ainda atinge o Rio Grande do Sul impacta a todos os gaúchos, dos mais diferentes setores.  Enquanto na Serra a situação é de perigo extremo por deslizamentos, a Capital, Porto Alegre, deve ter a enchente acontecendo por algumas semanas, atrasada pelas recentes chuvas do final de semana.  Sobre o atual cenário, ambiental, econômico e político, a Uirapuru conversou com o jornalista e vice-presidente da Rede Pampa de Comunicação, Paulo Sérgio Pinto. Ele iniciou falando da importância de pensar no futuro.  Um exemplo disso foi o chamado Muro da Mauá, em Porto Alegre. Construído na década de 70, o muro teve intenção de ser removido diversas vezes por questões estéticas, mas, permanecendo, mostrou-se útil em um momento inimaginável.

Explicou  que Porto Alegre está dividida em duas, com a ala do sofrimento e a ala da normalidade, seca. A zona sul, por exemplo, tem clima de normalidade, enquanto áreas banhadas pelo Guaíba estão imersas no sofrimento das pessoas ,demandando ações drásticas dos gestores. Questionado sobre qual será a solução para a reconstrução do Estado, Paulo acredita que ela passará por Brasília.  Criticou o fato de que o Estado produz muito, mas recebe um retorno pequeno no aspecto federal.

Disse também que o Rio Grande do Sul precisa da boa vontade do Governo Lula, que, conforme ele, já está havendo, além dos ministérios e toda a ajuda federal. Avaliou que o Estado precisa pedir anistia da dívida com o governo federal e não a prorrogação da mesma. Disse que é o momento oportuno para levar esta situação adiante para que o Estado tenha mais recursos e assim resolva seus problemas.

Sobre a reconstrução das cidades, Paulo Sérgio Pinto alertou que é preciso pensar mil vezes antes de voltar a áreas que já alagaram três vezes.  Citou que o poder público precisa agir, desapropriando e dando um novo espaço, em local distante de onde houve o alagamento. No cenário do agro, disse ser necessário criar um fundo de preservação para cheias e secas. Para Paulo Pinto, o poder público e lideranças empresariais precisam estar próximas também deste problema e agir juntos, protegendo a sociedade dos efeitos destes fenômenos.

 

Confira a entrevista completa: