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Saúde

Especialistas questionam a liberação do uso da pílula do câncer

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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O plenário do Senado aprovou o Projeto de Lei 4.6392016, da Câmara dos Deputados, que trata da liberação das pílulas de Fosfoetanolamina, conhecida como a “pílula do câncer”. Agora, o projeto segue para sanção da presidente Dilma Rouseff. Diversos especialistas da área estão questionando a decisão do Congresso, porque as pílulas não foram testadas clinicamente em humanos e nem passaram pelos testes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

O Diretor-Presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, declarou que a agência vai recomendar à presidente Dilma que vete o projeto, pois a substância não passou pelas normas que todos os medicamentos devem passar.

 

O Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Médica Brasileira e a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica já se posicionaram contrários à liberação do uso da “pílula do câncer” sem que o medicamento passe por todas as fases dos testes clínicos.

 

O oncologista clínico no Hospital Sírio-Libanês, Max Mano, declarou que a classe médica está chocada com as decisões da Câmara e do Senado e, para ele, trata-se de uma histeria coletiva, que pode trazer riscos à saúde do paciente.

 

Alguns Centros de pesquisa, escolhidos pelo governo federal, apontam para uma baixa eficácia da pílula no tratamento de alguns tumores. A pílula de Fosfoetanolamina foi desenvolvida e estudada de forma independente há cerca de 20 anos por uma equipe do instituto de Química de São Carlos, da USP.

 

Porém, as cápsulas eram entregues gratuitamente à doentes até a distribuição ser cancelada em 2014. Nos últimos meses, a “pílula do câncer” começou a chamar a atenção devido aos relatos dos pacientes que utilizaram a droga e que a mesma seria capaz de curar todos os tipos de câncer.