Especialista em trânsito afirma que DNIT pode ser responsabilizado por acidentes causados por pardais
Na manhã de ontem (08) um grave acidente na BR-386, entre Sarandi e Carazinho, causou a morte de duas pessoas e testemunhas apontaram para um radar fixo como causa.
Os motoristas relataram que o aparelho, instalado na cabeceira de uma ponte, assustou o condutor de um carro, que pisou no freio e foi atingido por uma carreta. Depois a carreta atingiu outros veículos. Tanto o motorista de um Uno quanto o caminhoneiro morreram no local.
Muitos ouvintes questionaram a localização deste equipamento, alertando que mais acidentes acontecerão.
Em entrevista na Uirapuru, o especialista em Trânsito Gilmar Teixeira Lopes afirmou que a instalação de controladores de velocidade deve passar por um estudo profundo na parte de engenharia, especialmente na análise de possíveis acidentes.
Em relação as mudanças propostas pelo presidente Jair Bolsonaro, que orientou desligar os pardais de fiscalização nas rodovias federais, o especialista disse que ao desligar o equipamento o mesmo deve ser retirado do local até o dia seguinte, para evitar acidentes.
Para Lopes, caso o estudo não tenha sido feito no local, a responsabilidade é das autoridades.
Gilmar explicou que não é mais necessário a rodovia estar sinalizada alertando que possui fiscalização eletrônica, porém o radar precisa estar extremamente visível e o limite de velocidade permitido na via deve estar explícito.
Sobre a instalação do equipamento na cabeceira da ponte, o especialista disse que contrapõe qualquer interesse de engenharia, uma vez que o redutor é instalado normalmente em curvas, trevos, em regiões urbanas, onde existe grande risco de acidente.
Lopes afirmou que a responsabilidade neste caso é do órgão orientador, neste caso o DNIT, e do engenheiro que autorizou a instalação.