Especialista do setor imobiliário não vê necessidade de criação de novo índice para definir preços dos aluguéis
O Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), lançou nesta semana o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) como mais uma opção sobre as dinâmicas de preço no mercado imobiliário.
Atualmente, o IGP-M é o índice mais comum nos contratos de aluguel, contudo, em 2021 ele acumulou alta de 17,78% e, em 2020 de 23,14%, o que fez muita gente buscar outros índices para o reajuste do contrato. Com isso o instituto passou a estudar a criação de um índice que medisse o valor real dos aluguéis imobiliários, ou seja, os definidos em contratos, e suas variações.
Após firmar acordos com imobiliárias e administradoras, a equipe responsável teve acesso aos contratos de aluguéis celebrados mensalmente e os reajustes de aluguéis naquele mês, seja devido à regra de rever o valor a cada 12 meses ou por renegociações.
O IVAR leva em conta as variações nos preços desses dois elementos, dando uma dinâmica mais refinada. De acordo com o proprietário da imobiliária Master Imóveis, Carlos Alceu Machado, o índice vai apurar a realidade do mercado, no entanto a inciativa ainda é muito recente e ele acredita que deve levar um tempo para ser usado pelas imobiliárias.
Carlos Alceu acredita que a criação desse novo índice para medir o valor médio dos alugueis residenciais se deu pela disparada do IGP-M, que era utilizado até então para embasar o preço dos imóveis. Desse modo a FVG está buscando criar um índice que seja específico para locações residenciais, sem levar em conta imóveis comerciais e industriais.
Na opinião do empresário, não havia necessidade de se criar mais um índice no Brasil. Ele defende que as partes, ou seja, o inquilino e o proprietário, são livres para escolher de que forma firmarão o contrato de locação, não sendo necessário levar em consideração nenhum índice.