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Saúde

Especialista da Kozma destaca que câncer de próstata é silencioso e pede atenção dos homens

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

O Novembro Azul reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce das doenças da próstata, especialmente o câncer, que é o segundo tipo mais comum entre os homens no Brasil. Para esclarecer dúvidas e orientar a população, o médico Aldo Paza Junior, da Kozma Medicina Diagnóstica, participou de entrevista na Rádio Uirapuru e destacou informações essenciais sobre o tema.

Durante a conversa, Paza Junior explicou que a próstata é uma glândula exclusivamente masculina, de pequenas dimensões, localizada abaixo da bexiga e à frente do reto. Ele informou que o órgão não é acessível por exames comuns de imagem e que o toque retal é o método clínico adequado para avaliá-lo em homens a partir dos 45 anos. O médico acrescentou que a próstata é responsável pela produção do líquido que protege e conduz os espermatozoides no interior do sistema reprodutivo feminino.

Paza Junior afirmou que o câncer de próstata é o tumor mais frequente entre os homens, excluindo os cânceres de pele não melanoma, e que cerca de 75 mil casos são registrados anualmente no país. Ele destacou que muitos homens deixam de buscar atendimento médico, o que dificulta o diagnóstico precoce. Conforme explicou, sintomas urinários comuns, como jato fraco ou necessidade de urinar várias vezes à noite, geralmente estão ligados a alterações benignas, como prostatite ou prostatismo. O câncer, na maior parte das vezes, é silencioso e só apresenta sinais em estágios avançados.

O médico orientou que todo homem acima dos 45 anos procure atendimento anual, seja pelo sistema público ou privado. Ele informou que o primeiro exame solicitado costuma ser a dosagem de PSA, marcador sanguíneo que pode indicar alterações. Caso haja mudanças significativas nos níveis, o paciente deve ser avaliado por urologista, que poderá realizar o toque retal e solicitar exames de imagem, como a ressonância magnética. Ele ressaltou que a imagem é complementar e não substitui a consulta médica.

Segundo Paza Junior, quem tem histórico familiar de câncer de próstata em parentes de primeiro grau deve redobrar a atenção e iniciar o acompanhamento mais cedo. Ele afirmou que o histórico familiar é o principal fator de risco e triplica a probabilidade de desenvolvimento da doença.

O médico  reforçou que a realização do toque retal não interfere na sexualidade e que o estigma em torno do exame é cultural. Ele acrescentou que complicações sexuais estão associadas ao câncer tratado tardiamente, quando cirurgias mais extensas podem afetar estruturas próximas. O tratamento precoce, segundo ele, reduz riscos, e Passo Fundo dispõe de recursos como cirurgia robótica e exames avançados.

Paza Junior orientou que o acompanhamento inicial pode ser feito por clínico geral, responsável pelos primeiros exames laboratoriais. O urologista, segundo ele, é o profissional indicado quando há necessidade de avaliação específica da próstata. O médico reiterou a importância da prevenção e afirmou que a rotina anual de exames é fundamental para reduzir complicações e garantir melhores resultados no tratamento.