Especial Expodireto: Avicultura é um dos setores mais importantes do agro gaúcho
O Brasil é um dos principais países na produção de aves, segundo a Food and Agriculture Organization (FAO). No país, entre os maiores produtores está o Rio Grande do Sul, sendo que a carne de aves é um importante componente da pauta de exportações brasileira e gaúcha, com destaque para a carne de frango. A atividade de criação de aves no estado é altamente integrada com a indústria de carnes de aves e derivados, formando uma cadeia de produção especializada.
“A avicultura do Rio Grande do Sul é um dos setores mais importantes do agronegócio gaúcho. Está hoje em terceiro lugar na balança comercial, perdendo para a soja e para o arroz. Mas a produção é a terceira maior no país e a terceira maior exportadora”, afirma o presidente-executivo da Associação Gaúcha de Avicultura, José Eduardo dos Santos. De acordo com ele, o setor movimenta cerca de 600 mil atividades diretas e indiretas, entre colaboradores diretos, produtores, prestadores de serviço e fornecedores.
A grande representatividade também se dá, segundo ele, pela pujança do setor que “é um setor que produz alimentos, proteínas essenciais para nutrição humana: carne de frango e ovos. Em carnes, é o segundo maior produtor e o segundo maior exportador do Brasil. Em ovos, segundo maior exportador e o quinto maior produtor”, destaca.
Para chegar ao topo
Os números da avicultura gaúcha são bastante expressivos, mas a atividade sofreu com as enchentes que ocorreram no estado no ano passado, o que causou uma queda nas exportações. Além do excesso de chuvas, uma questão sanitária também foi registrada, com a ocorrência de uma enfermidade que atacou as aves produzidas no Rio Grande do Sul, em especial no Vale do Taquari, que é o maior produtor. “Tivemos a suspensão das exportações. Então caímos 6,5% nas exportações em 2024, chegamos a um total de 694 mil toneladas”, comenta.
Mas a produção se manteve equilibrada ao longo do ano que passou, o que faz com que as expectativas para 2025 sejam de recuperação. “Nossas expectativas para 2025 são justamente essas: que não tenhamos adversidades climáticas de largas proporções, como foi a questão das enchentes, que a gente retome mercados importantes para exportar, como China, Chile e o consumo das nossas proteínas continue aumentando”, projeta.
Conforme o presidente-executivo, um dos focos da produção é o aumento do consumo no mercado interno estadual. Isso, porque, segundo Santos, mais da metade do frango que é consumido no RS vem de outros estados. “Nossa estimativa para o setor é que tenha mais condições de competir com outras unidades da federação no que se refere a condições de competitividade. Hoje nós temos ainda um montante de 51 a 52% da carne de frango, em cortes, consumida no RS, provenientes de outros estados”, salienta ele, lembrando que o setor está bastante atento, produzindo com cautela.