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Expodireto 2025

Especial Expodireto: Agricultura de precisão e da assertividade

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

O uso das novas tecnologias é cada vez mais presente em vários campos da vida. Ela vem geralmente associada a um aumento de efetividade, qualquer que seja a atividade em que for aplicada. Quando se fala em tecnologia, também se fala em melhores resultados e eficiência. E é assim também quando ela é aplicada à agricultura.

Apesar de vivermos em um tempo em que ela está presente no dia a dia e nos parecer que é algo novo, apenas dessa época, já faz muitos anos que diversas áreas vêm se apropriando das tecnologias. Um exemplo é a agricultura de precisão que, há várias décadas, está presente no campo. A região de Não-Me-Toque, por exemplo, devido ao número de empresas do setor de implementos agrícolas que abriga, é conhecida como a Capital Nacional da Agricultura de Precisão, título recebido em 2007, provando que não é de hoje que a tecnologia está presente nas lavouras.

A agricultura de precisão “consiste na adoção de tecnologias que possibilitam o gerenciamento mais eficiente da propriedade rural, tanto dentro quanto fora da porteira. Todas as decisões passam a ser tomadas a partir da coleta comutativa de dados e sua posterior análise. Ou mesmo auxiliando na tomada de decisão em tempo real”, explica o engenheiro agrônomo Mauro Rizzardi, professor da Universidade de Passo Fundo.

Dentre as vantagens do uso dessa tecnologia, ele ressalta a assertividade: “são várias as vantagens, mas a principal talvez seja a melhoria na assertividade das decisões a serem tomadas no campo”. Isso, porque a maior precisão na coleta de dados possibilitará otimizar o uso dos fertilizantes, defensivos agrícolas e água, além de aumentar a produtividade e reduzir impactos ambientais. “Além dessas vantagens, a agricultura de precisão pode, ao longo do tempo, reduzir os custos pela diminuição do desperdício dos insumos agrícolas”, salienta.

Para o futuro

Altamente difundida na região, a agricultura de precisão tem adeptos também no restante do país. Por aqui, no entanto, ela chega a ter uma ligação: “com a pujança da agricultura na região e a presença de agricultores empreendedores a adoção de novas tecnologias é natural. Tecnologias como sensoreamento remoto, aplicação em taxa variável de fertilizantes e herbicidas e uso do georreferenciamento já são utilizados pelos produtores”, destaca.

Mesmo sendo uma quase velha conhecida, a agricultura de precisão tem ainda muito chão pela frente e muita coisa a apresentar. Para o professor, a integração da tecnologia mecânica associada à informática tende a ficar cada vez mais forte e trará cada vez mais soluções para o agro. “A possibilidade de se analisar grandes volumes de dados coletados no campo para tomada de decisão mais eficiente, associada a automação inteligente permitirá se evoluir na adoção de estratégias de manejo conforme padrões identificados na lavoura”, pontua.