Escritório de advocacia e duas empresas de “Home Care” de Passo Fundo são alvos de operação que investiga desvio de recursos públicos do Estado e do IPE Saúde
Na manhã desta quarta-feira (04), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Sul (GAECO/MPRS) desencadeou a Operação Gollum para desarticular um esquema criminoso em Passo Fundo. Os envolvidos desviavam recursos públicos do Estado e do IPE Saúde destinados a tratamentos médicos domiciliares solicitados judicialmente.
A operação contou com o apoio da Brigada Militar, e foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em duas empresas de “Home Care”, um escritório de advocacia e residências no município. Além disso, houve o bloqueio de contas bancárias de 12 pessoas físicas e jurídicas, com valores que, até o momento, somam cerca de R$ 500 mil.
Em entrevista à Rádio Uirapuru, o promotor de Justiça Diego Pessi, um dos responsáveis pelas investigações, destacou que foram detectadas ordens judiciais no valor de R$ 35 milhões, solicitando serviços médicos domiciliares. O tratamento consiste na disponibilização de uma estrutura completa na residência do paciente, incluindo atendimento multidisciplinar, equipamentos, medicações, alimentação especial e demais procedimentos e insumos necessários.
O promotor explicou que as fraudes ocorriam quando pais e responsáveis por crianças e adolescentes de Passo Fundo, que necessitavam de tratamento médico domiciliar, ingressavam com pedidos judiciais indicando empresas de “Home Care” para a prestação do serviço. No entanto, como os pedidos eram definidos liminarmente e não podiam ser cumpridos de forma imediata, o Estado precisava licitar a prestação dos serviços.
Por se tratar de um processo que está sob segredo de justiça, o promotor afirmou que não pode divulgar o nome das empresas nem do escritório de advocacia envolvidos.