Escritor e professor da UPF tem obras entre as mais vendidas da Feira do Livro de Passo Fundo
O professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Passo Fundo (FM/UPF) Ronaldo Andre Poerschke teve duas obras entre as mais vendidas da Feira do Livro de Passo Fundo. “Um Médico na Floresta” e o infantil “A Vaca e o Japiim” atraíram diferentes públicos durante a Feira, que se encerrou no último domingo (8/11).
Na opinião do professor e escritor, os livros caíram no gosto do público por oferecerem leituras leves. “Um Médico na Floresta”, da editora Buqui, retrata na forma de crônicas os dois anos em que atuou como médico do Exército Brasileiro numa cidade isolada no alto Rio Acre, quando recém-formado, acompanhado da mulher e também professora da UPF Mara Linck. O outro livro, “A Vaca e o Japiim”, publicado pelo Projeto Passo Fundo, é um infantil escrito, desenhado e patrocinado por Poerschke, junto com o Hospital São Vicente de Paulo. É um livro beneficente, que visa levar leitura e brinquedos para as crianças hospitalizadas na pediatria e na oncopediatria e apoiar os projetos de leitura na cidade, detalha sobre as obras.
Poerschke destaca a iniciativa da obra infantil como uma forma de ajudar pessoas que estão passando por momentos difíceis e estimular a leitura desde a infância. “É justamente sobre momentos difíceis que o livro infantil trata. O professor Jorge Salton, nosso patrono de 29ª Feira do Livro, em sua palestra sobre o Maniqueísmo, classificou “A Vaca e o Japiim” como um livro de personagens “anti-maniqueístas”. Os amigos têm falado que esse livro infantil atinge todas as idades. E as crianças, por sua vez, gostaram dos desenhos, que têm traços bem espontâneos, e do colorido e acharam graça no pássaro que é salvo do frio e das garras de um gavião numa sucessão de acontecimentos inusitados”, conta o professor.
Medicina e literatura
Sobre a relação entre medicina e literatura, o professor destaca que ela é direta. “No dia a dia da profissão, convivemos com o ser humano em situações angustiantes, lidando com dores e perdas. E nesse cenário as pessoas nos contam as mais fantásticas histórias de suas próprias vidas. É só saber ouvir”, justifica.