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Educação

Escolas particulares de educação infantil planejam contratos de 2021

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Escolas particulares de educação infantil planejam contratos de 2021 a imagem mostra crianças em uma sala de aula
Escolas particulares de educação infantil planejam contratos de 2021

A educação segue sentindo os efeitos da pandemia de coronavírus. A maioria das escolas ainda estão fechadas e ofertando ensino à distância aos alunos. Entretanto a educação infantil, que compreende as creches e pré-escola, foi a mais impactada neste período.

As escolas que atendem bebês e crianças não possuem a alternativa de oferecer ensino remoto, assim o presencial ficou prejudicado. Em Passo Fundo, as escolas infantis foram as únicas que retornaram com as atividades.

Conforme dados nacionais, metade dos alunos dessa etapa deixou a escola. Em Passo Fundo esse número chegou a 60%.

Educação infantil em 2021

Com as atividades presenciais retornando, as instituições se organizam para fechar novos contratos e planejar o ano de 2021. De acordo com o presidente da União pela Educação das Infâncias (Unifan) em Passo Fundo, Douglas Ribeiro, o momento é de acolher os alunos e buscar garantir a segurança de todos.

O planejamento para 2021, portanto, ainda está um pouco incerto. Conforme Ribeiro, as escolas precisam trabalhar dentro da realidade. Não é possível planejar lotação máxima nas instituições, pois ainda estamos vivendo a pandemia.

As escolas infantis precisam lembrar que só podem funcionar com a metade dos alunos e isso vai mudar a forma de fechar os contratos.

Além disso, as escolas de grande porte não retornaram as aulas e isso fez com que muitos migrassem para as escolas de porte menor por necessitar dos serviços.

O presidente da Unifan esclarece que existem alunos com vínculo com as escolas, mas que ainda não sentiram segurança em voltar. Por isso as instituições trabalham com a possibilidade de um bom número de estudantes matriculados no ano que vem.

Mensalidades

Em relação a valores de mensalidade, Riberio destaca que ainda é cedo para determinar preços, mas deve ter reajuste. Conforme ele, anualmente as escolas repassam a correção do valor no mês de dezembro.

Neste ano, portanto, além do reajuste normal, existe ainda todo o dinheiro investido pelas escolas para garantir a segurança para a volta as aulas que deve pesar na mensalidade paga pelos pais. Além disso, deve entrar menos dinheiro em função do limite de estudantes.

Mesmo assim, o presidente da Unifan acredita que o aumento não deve ser exagerado, ficando na média de 6%.