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Economia

Escolas particulares ainda sentem efeitos da pandemia e planejam um reajuste de cerca de 10% para 2023

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

Um levantamento do Sindicato do Ensino Privado (Sinepe), que representas todas as escolas particulares do Estado, mostra que as mensalidades escolares vão subir, em média, 11,7% em 2023 no Rio Grande do Sul. Problemas causados pela pandemia e as mudanças do novo ensino médio estão entre os motivos apontados para o aumento acima da inflação.

Conforme o presidente do Sinepe/RS, Oswaldo Dalpiaz, o reajuste é definido através de uma pesquisa realizada pelo sindicato junto as escolas filiadas. Foram cerca de 150 instituições que passaram ao Sinepe qual seria o valor reajustado na mensalidade do ano que vem. De acordo com o presidente, esse número de 11,7% é uma média entre todas que responderam a pesquisa. No entanto, a grande maioria das escolas particulares repassará um aumento de 10% ou menos que isso.

Dalpiaz explica que as escolas ainda estão sentindo os efeitos da pandemia, onde a maioria das instituições teve um acréscimo muito grande nas despesas. As escolas precisaram investir muito recurso para a retomada das aulas presenciais, além de registrar alta evasão de alunos para a rede pública. Outro fator apontado pelo presidente do Sinepe/RS foi a inadimplência e a queda de receita pela saída de estudantes e pelo desemprego que atingiu muitos pais.

Questionado se as escolas repassando reajuste de mais de 10% para os pais não aumentaria a evasão de alunos para a rede pública, o presidente acredita que esse não é um fator determinante. Conforme Oswaldo Dalpiaz os pais tem total autonomia para negociar com as escolas o valor da mensalidade e conseguir desconto junto com as instituições.

Ainda, de acordo com o dirigente, levantamentos do Sindicato mostram que as principais causas para os alunos deixarem a escola são: em primeiro lugar mudança de endereço. Em segundo lugar está a adaptação da criança à instituição e, somente na terceira colocação está a questão financeira. Além disso, o presidente do Sinepe ressalta que os pais buscam fazer todos os esforços possíveis para manter os filhos em uma escola particular. Com todos esse fatores Oswaldo acredita que o reajuste não impacta na evasão.