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Cultura

Escola Pública de Música Yamandu Costa recebe Alegre Corrêa para oficina de criatividade e composição

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

Ontem, terça-feira (16), a Escola Pública de Música Yamandu Costa, no Parque da Gare, foi palco de mais um momento especial de aprendizado e inspiração. A oficina, voltada a músicos e estudantes, foi ministrada por Alegre Corrêa, renomado músico passo-fundense com carreira internacional.

A atividade integrou a programação em comemoração aos dois anos da escola, que vem se consolidando como um espaço fundamental para a formação musical e cultural em Passo Fundo.

Em entrevista a Rádio Uirapuru, o maestro Rodrigo Ávila, responsável pela escola, destacou a importância do evento. “Foi um momento muito especial para nós. O Alegre é um grande ícone da música, passou mais de 20 anos levando o nome de Passo Fundo para a Europa e para o mundo. E agora nos deu esse presente com uma semana de palestras, oficinas e troca com nossos alunos e professores”, celebrou.

A intensa agenda de atividades começou no fim de semana, com um show no Sesc que teve abertura dos alunos da escola. Desde então, Alegre conduziu oficinas sobre criatividade, composição e filosofia musical, reunindo estudantes, músicos da comunidade e docentes.

A proposta do artista dialoga diretamente com o método da escola, que desde sua criação aposta em aulas coletivas e incentivo ao processo criativo. “No início desta semana tivemos uma composição coletiva com os alunos, inspirada por ele. Essa oficina trouxe novos olhares, liberdade e experimentação — pilares que queremos fortalecer cada vez mais aqui dentro”, relatou o maestro Rodrigo.

A Escola Pública de Música encerrou 2023 com 484 alunos e, atualmente, conta com 320 estudantes ativos. Desde sua inauguração, já recebeu mais de 800 alunos. Reconhecida com um prêmio estadual da FAMURS por sua contribuição cultural, econômica e criativa, a escola forma diversos grupos artísticos, como cameratas, orquestra, banda marcial, percussão e cordas friccionadas. Em 2024, ampliou suas atividades com oficinas de canto coral.

Uma trajetória que inspira

Durante a oficina, Alegre Corrêa compartilhou um pouco de sua trajetória com os participantes. Natural de Passo Fundo, ele começou a tocar profissionalmente aos 13 anos, em bandas de baile. Aos 17, passou a viajar pelo interior do Rio Grande do Sul e, depois, seguiu para a Europa, onde morou por 21 anos e desenvolveu uma sólida carreira como compositor, solista e diretor musical.

“Gravei 14 discos lá fora. Trabalhei com muitos artistas e também com meu grupo. Mas sempre procurei voltar ao Brasil, e sempre que pude, vim a Passo Fundo”, contou.

Nesta visita, Alegre se disse impressionado com o desenvolvimento da cidade. “É uma alegria enorme ver Passo Fundo crescendo assim. Soube do projeto de combustível orgânico e fiquei muito animado com tudo isso. É bom ver a cidade se desenvolvendo dessa forma”, afirmou.

A oficina teve como foco despertar a criatividade musical dos participantes. “Falamos sobre filosofia musical, composição, improvisação, arranjo… E ainda compusemos uma música juntos. A ideia foi que, a partir dessa experiência, cada um pudesse descobrir o que precisa estudar mais e seguir aprendendo com base no que surgiu ali”, explicou o artista.

Com uma abordagem sensível e prática, Alegre destacou que a música pode ser uma ferramenta de transformação. “A música é uma das formas mais efetivas de desenvolver uma sociedade. É muito bonito ver essa escola crescendo e formando pessoas por meio da arte”, concluiu.