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Transporte

Escândalo na Codepas: polícia investiga quadrilha que fraudava catracas e desviava dinheiro da companhia

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Está em curso na 2ª Delegacia de Polícia um inquérito policial que investiga a violação de lacres em catracas dos ônibus da Companhia de Desenvolvimento de Passo Fundo (CODEPAS). De acordo com o delegado titular da DP, Claudio Trindade Belcamino, desde fevereiro, quando um boletim de ocorrência foi registrado denunciando o fato, foi aberto um inquérito policial. 

Até o momento 10 funcionários da Companhia já foram ouvidos e outros serão intimados, incluindo ex-dirigentes e também integrantes da empresa que fez a vistoria e comprovou, através de laudo técnico, que houve a violação dos lacres. “A materialidade do fato está comprovada. Agora estamos trabalhando para comprovar a autoria dessa fraude”, destacou Belcamino. 
O delegado acrescentou ainda que a polícia já tem suspeitos do crime e que a maior dificuldade está em comprovar o envolvimento dessas pessoas. “Tem vários suspeitos. Não é pouca gente. O que se percebe é quem um grupo organizado vinha agindo há bastante tempo”, revelou.
A polícia aguarda o término da sindicância interna que foi aberta pela Codepas para ter mais dados técnicos e continuar com a investigação. 

Além disso, diligências sigilosas estão programadas. “Aguardamos o fim da sindicância para fazer a inquirição de outras pessoas, principalmente da gestão anterior, para que possamos concluir e encerrar esse inquérito, indiciando os responsáveis”, disse o delegado.

Esse escândalo na Codepas veio à tona na tarde de segunda-feira e foi confirmado por Tadeu Karczeski, presidente da Companhia.Segundo ele, assim que assumiu a direção da empresa em janeiro deste ano foram encontrados lacres rompidos em cerca de 80% das catracas. Na oportunidade foi aberta um sindicância interna para apurar os fatos. A Codepas é responsável por 9 linhas e possui 35 ônibus prestando o serviço regularmente. Até o momento foram ouvidas cerca de 30 pessoas e no decorrer dos dias mais servidores serão questionados pelos integrantes da comissão. O presidente diz que os resultados da sindicância serão divulgados dentro de 30 a 40 dias.