Erasmo Battistella se une ao Paraguai para investimento bilionário na produção de biocombustíveis
A primeira planta de combustíveis renováveis de segunda geração do Hemisfério Sul será instalada no Paraguai. Acordo para viabilizar o projeto Omega Green foi assinado no dia 25 de fevereiro entre o governo paraguaio e o ECB Group, holding de investimentos de Erasmo Carlos Battistella, um dos maiores empresários brasileiros do setor de Agroenergia. A previsão é de um investimento de aproximadamente R$ 3 bilhões na implementação de usina de diesel verde (HVO) e de bioquerosene (SPK). A produção é voltada para a aviação civil e militar, com potencial de atração de capitais internacionais e adição ao Produto Interno Bruto (PIB) paraguaio estimada em mais de US$ 8 bilhões ao longo de uma década.
Em entrevista na Uirapuru Battistella citou que o processo vem sendo trabalhado pelo time da ECB Group a um ano e que agora vai para a segunda etapa. “Eu estive com o presidente Mario Abdo Benítez e tomamos a decisão de avançar. Esta nova etapa vai levar uns 10 meses onde vamos elaborar a parte de engenharia, estruturação financeira e comercial”, explicou o empresário. O objetivo é iniciar a construção da nova unidade produtora de biocombustíveis em 2020.
Os diferenciais do Paraguai
Segundo Battistella o país vizinho tem se mostrado muito engajado e aberto para atrair esse e outros tipos de investimentos. Tem crescido através de atrativos importantes. “Um deles é a carga tributária, muito mais simplificada e menos onerosa para empresas. O outro é o custo da energia elétrica. Se comparado com o mercado brasileiro é 1/3 do que custa aqui. Há uma competitividade maior para produzir naquele país”, ponderou.
Gostaria de fazer esse investimento aqui, na nossa casa
Questionado sobre o futuro dos investimentos no país, Erasmo Carlos Battistella foi enfático ao citar que acredita muito no potencial brasileiro. Segundo ele, o Brasil tende a ser o maior produtor de biocombustíveis do mundo. Em Passo Fundo, onde mantém uma unidade da BSBIOS, também segue aportando recursos. “Mas, em razão desse tipo de biocombustível, que é diferente do que fizemos aqui, o Paraguai se mostrou mais atrativo”, avaliou. Acrescenta que “uma empresa só sobrevive se tem competitividade nos custos”.
Ainda de acordo com o empresário, se as condições no Brasil fossem as mesmas investiria aqui. “Gostaria de fazer esse investimento aqui na nossa casa. Mas é uma condição de país, de oferta de matéria prima e energia que faz com que nesse momento o Paraguai seja mais competitivo que o Brasil”, concluiu.
3 mil empregos
O complexo industrial Ômega Green vai gerar mais de 3 mil empregos durante sua construção e 2,4 mil empregos diretos e indiretos durante a operação, além do aumento da renda para agricultores locais. Ao todo, serão beneficiadas mais de 10 mil famílias, por meio de programas de certificação social da produção familiar.