Equipes de enfermagem do HSVP participam de treinamento sobre Cuidados Paliativos
O que significa para você qualidade de vida? Este questionamento foi levantado pela geriatra Dra. Luciana Fernandes Surian Stobbe, para as equipes de enfermagem de diversos Postos de Atendimento do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo,em um treinamento sobre “Cuidados de enfermagem frente a dor e terminalidade”. Em conjunto com os enfermeiros Mauricio Luzzi, Simone Vigioli Lorandi e Bruna Brazaca, membros do Grupo Consultor de Cuidados Paliativos (GCCP), Luciana promoveu uma reflexão com os profissionais da saúde sobre os pacientes que estão diante de uma doença que ameaça a vida e a possibilidade da morte. O treinamento faz parte do projeto de Educação Continuada do HSVP, que visa atualizar conhecimentos e melhorar o atendimento.
Conforme o GCCP Cuidados Paliativos é o tratamento que busca melhoria na qualidade de vida dos pacientes e familiares que vivenciam e enfrentam esse momento. Diante disso, na oportunidade, Luciana salientou que uma das maiores dificuldades é encarar a morte, principalmente quando a luta é contra ela, já que os profissionais foram ensinados e treinados a curar, assim, muitas vezes, deixa-se de considerar a morte como parte do ciclo da vida. “Precisamos pensar: Como você quer viver a sua vida até o seu último suspiro? Essa pergunta diz respeito ao princípio bioético em que se considera a autonomia do paciente, em que se respeita a sua capacidade de decisão. O paciente tem o direito de decidir sobre o seu corpo, a sua vida, quais os seus desejos no decorrer da doença, na terminalidade e na morte”, orienta a especialista evidenciando que isso também é possibilitado quando os profissionais de saúde avaliam e aplicam o plano terapêutico ao considerar a dor física, emocional, social e espiritual.
Além disso, os enfermeiros do grupo destacaram a comunicação como o aspecto imprescindível para que os cuidados paliativos sejam efetivos, para isso paciente, família e profissionais da saúde devem ter um diálogo aberto sobre o processo do adoecimento e para discutir as vontades antecipadas. “Através da comunicação a relação com a equipe de saúde se fortalece, a confiança permeia e é possível cuidar do paciente e da família em toda sua integralidade, oferecendo dignidade na vida e na morte”, enalteceram.
Para os profissionais que ministraram o treinamento, este espaço permite a reflexão, questionamento e colabora para que conceitos sejam desmistificados e que os cuidados paliativos sejam disseminados na instituição.