Envolvidos em fraude na bilhetagem eletrônica são demitidos: em Passo Fundo caso de catracas adulteradas ainda sem resultados
Em setembro deste ano, após meses de investigação, uma sindicância instalada na Codepas confirmou fraude nas catracas de ônibus. O relatório final, de 533 páginas, apontou que a suspeita é de que a violação de lacres das catracas vinha ocorrendo desde 2009. Sem lacre, era possível alterar o número de passageiros transportados.
Caso semelhante foi identificado na Carris, empresa responsável pelo setor em Porto Alegre, onde a fraude ocorreu na bilhetagem eletrônica. Mas o que causou indignação nos passo-fundenses, é que esta semana a empresa da capital informou que já demitiu, por justa causa, os envolvidos, o que, infelizmente, aqui até o momento não aconteceu. Para entender a situação a Uirapuru entrou em contato com o presidente da Codepas, Tadeu Karczeski, ontem, dia 27, mas ele informou que por motivos de segurança, não poderia falar sobre o assunto.
Hoje, participando da programação da Uirapuru, o promotor Paulo Cirne, responsável pela Promotoria de Justiça Cível de Passo Fundo, ressaltou que medidas serias têm que ser tomadas pela empresa para impedir que situações, lamentáveis, como esta voltem a se repetir.
Sobre a possibilidade do presidente da Codepas estar sofrendo ameaças, o promotor registra que nesse caso ele deve procurar a justiça para se precaver, para que isso não implique no não cumprimento de medidas legais.
Ainda falando do caso Cirne explicou que ele têm três esferas de responsabilidade. Em um primeiro nicho de ação, estão os processos administrativos, que devem ser executados pela empresa e pela prefeitura, no sentido de investigar, internamente, a ação de seus colaboradores e em caso de confirmação, exonerar os envolvidos.
O que não foi feito. Além disso, está em andamento na cidade um processo criminal, comandando pelo delegado Cláudio Edgar Trindade Belcamino, que está na fase das investigações. Já na Promotoria está ocorrendo inquérito civil, também na fase investigativa, para ajuizar uma ação de improbidade administrativa.
Cirne ressalta que audiências já estão marcadas para inicio de 2014 e que o processo deve ser concluído no primeiro trimestre do ano que vem.
Encerrando ele frisou que é preciso agilidade na punição, por parte de todos os órgãos para que os inocentes não paguem pelos culpados.