Skip to content

Política

Ensino público gratuito e de qualidade para todos foi assunto de seminário no Fórum Social Mundial

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Imagem não disponível

A manhã quente da última quarta-feira (20) foi marcada pelas atividades do Fórum Popular de Educação que acontece juntamente com Fórum Social Mundial, na cidade de Porto Alegre, até o próximo sábado (23).

 

A direção colegiada do Centro Municipal de Professores de Passo Fundo participou do seminário “Contribuição da educação para a justiça social e a construção do mundo que queremos” que reuniu dezenas de educadores e estudantes para discutir o futuro da educação mundial. Os educadores Ramón Moncada (CONCIUDADANÍA), Márcio Cruz (FREPOP), Nélida Céspedes (CEALL), José Luis Pazos (Confederación Espanõla de Associaciones de Padres y Madres del Alumnado (CEAPA) e Pere Polo (EnsenyantsSolidaris) expuseram ao grande grupo as suas experiências.

 

José Luis Pazos lembrou que um modelo social se constrói através da escola. “Temos que lutar para que a sociedade que queremos na escola se reflita fora dela, e vice-versa”, disse. O educador ainda afirmou que é necessário educar para questionar: “sem conflito não se vive. Sem conflito não se educa”.

 

Uma das mediadoras da roda de conversas, a colombiana Beatriz Souto afirmou ter tido experiências interessantes através destas discussões. Acredita que o debate permite ver que é possível realizar transformações nos contextos locais e mundiais. Acredita que é preciso repensar também as metodologias utilizadas pelos educadores. “É necessário outra educação por um outro mundo possível, pois com outra educação é possível outro mundo”, disse 

 

Para a professora Graça Bollmann, militante do movimento sindical dos professores de Santa Catarina, o momento é preocupante para a educação do país. Ela lembra que o governo federal propõe um teste padronizado que tem como teórico John Dewey, um pensador americano que propõe que se desconsiderem as individualidades do aluno. “No meu entendimento a Base Nacional Comum está fazendo com que os alunos se preparem para os testes padronizados. Ao que parece os alunos não estão se saindo tão bem nos testes quanto era esperado e isso é uma resposta aos organismos internacionais, aos financiamentos e a própria organização internacional do comércio. Assim se atende exclusivamente ao capital privado formando pessoas que não pensam,” pontuou.  Graça afirma que a educação também pode ser mercantilizada no sentido que não forma indivíduos para atuarem na sociedade que precisa de pessoas coerentes e fortes para lutar por uma sociedade justa e igualitária.

 

De acordo com a dirigente da secretaria de cultura do CMP Sindicato Rosane Nery os alunos e professores devem fazer parte do processo ensino aprendizagem, pois somente desta forma é possível  uma educação emancipatória e de qualidade.  “Precisamos formar pessoas críticas e reflexivas, respeitando seus valores. É preciso que se invista, ainda, na formação universitária dos professores e numa reforma urgente no currículo escolar”, disse.

 

Durante a tarde os professores da rede municipal de Passo Fundo participaram da Mesa de Convergência intitulada Globalização, Desigualdade e a crise civilizatória: da crise do império à luta por um mundo multipolar que teve como convidados Boaventura de Souza Santos (sociólogo/Portugal), Socorro Gomes (CEBRAPAZ/Brasil), Leo Gabriel (Jornalista/ Áustria), Nair Goulart (sindicalista/Brasil), Cristina Reynol (AIH/Argentina), Carolina Borges (Reaja/Brasil), Maren Mantovani (StoptoWall/Palestina) e Claudir Nespolo (CUT/Brasil) e como mediadores Alaa Talbi (FSM2015/Tunísia) e Salete Camba (Flacso/Brasil).