Encontro de capoeira contará com representantes de cinco estados em Passo Fundo
Expressão cultural e esporte afro-brasileiro que mistura arte marcial, dança e música, a capoeira foi desenvolvida no Brasil por descendentes de escravos africanos possivelmente no final do século 16. Desde então, é praticada nos mais diferentes estados e conta com número considerável de núcleos. Em Passo Fundo, um projeto social busca levar a capoeira para uma das mais carentes comunidades, localizada no bairro José Alexandre Zácchia, chamado Ginga Zácchia.
A reportagem da Rádio Uirapuru conversou com a instrutora Ana Caroline da Silva Braganholi, que salientou atender a 105 alunos com faixa etária de 7 a 12 anos. São alunos e alunas da Escola Municipal Guaracy Barroso Marinho, que frequentam a capoeira nas sextas-feiras à tarde, após o turno escolar. Este núcleo, inclusive, será sede de um grande encontro na sexta-feira (21), onde estarão presentes capoeiristas vindos de outras cidades do Rio Grande do Sul, além de Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Tocado pelo Grupo Abadá Capoeira, o projeto no Zácchia vai receber o encontro às 16h, migrando pouco depois para a Gare, onde haverá grande roda de capoeira às 18h. Ana Caroline diz, ainda, que a programação do encontro nacional prossegue no sábado (22), em Nicolau Vergueiro pela manhã, Tio Hugo à tarde e finalizando em Ernestina pela noite./ De acordo com Ana Caroline, a capoeira traz disciplina para as crianças, pois é praticada em um um horário no qual as crianças não teriam outras atividades educacionais.
Na aula de capoeira, explica a instrutora, as crianças melhoram o vínculo entre si, convivendo com os colegas, moldando suas habilidades e também a personalidade em grupo. Além disso, a prática da capoeira também serve com atividade física, uma vez que hoje em dia crianças não praticam tanto o esporte, migrando para audiência na TV ou na internet. Ainda, Ana Caroline salienta o aspecto cultural, já que a capoeira é 100% brasileira.