Empresas brasileiras que exportam para Rússia demonstram insegurança nas negociações
Desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia diversas sanções foram impostas, por diferentes países, aos russos. A maioria delas, no setor econômico. Bancos já ameaçam falência e a população corre para sacar suas economias nas principais instituições do país. Além disso, as importações e exportações estão suspensas devido ao conflito, afetando diversos países que possuem relações comerciais com Rússia e Ucrânia.
O preço do barril do Petróleo disparou e a expectativa é por um impacto no preço dos combustíveis em todo o mundo, inclusive no Brasil. Ainda, as indústrias de fertilizantes do país possuem um estoque para atender o mercado por três meses, sendo a Rússia a principal fornecedora do insumo. Cerca de 80% dos fertilizantes utilizados no Brasil são importados, então de fato a falta do produto preocupa o setor do agronegócio.
De acordo com o doutor em economia e professor da UPF , Julcemar Zilli, as sanções ainda estão sendo analisadas e implantadas diariamente. No entanto, já é possível observar uma insegurança das empresas brasileiras que exportam para a Rússia em relação a receber o valor pela venda dos produtos. Oito bancos russos foram retirados do sistema Swift, que é um mecanismo internacional para transações entre diferentes países. Outro fator é o risco de transporte de produtos para a região, pois o espaço aéreo está fechado e o trânsito marítimo muito arriscado.
O economista avalia que o objetivo das sanções é revoltar a população russa, colocando as pessoas contra o governo Putin para tentar enfraquecer a guerra.