Empresários que doaram casa para creche no Leonardo Ilha alertam sobre possível venda do imóvel por associação
Há mais de 15 anos um grupo de empresários passo-fundenses doaram um imóvel à comunidade do Loteamento Leonardo Ilha para abrigar uma creche.
Por muitos anos o espaço, localizado na Avenida Telmo Ilha, 818, às margens da 285, atendeu 40 crianças do loteamento. Mas há algum tempo parou de funcionar por causa de dívidas, conforme a informação repassada ao empresário Clademir De Carli, que foi um dos doadores.
Participando ontem (05) do Repórter do Povo, De Carli explicou que na época o imóvel estava em seu nome, mas depois foi repassado ao nome da Associação Unidas Venceremos, organização que, além de representar os moradores, administrava a creche.
O empresário contou que foi surpreendido com a notícia de que o local foi colocado à venda. Disse que procurou a presidente da associação, Jozelina dos Santos, e se ofereceu, junto a outros empresários quitar as dívidas para que as atividades fossem retomadas.
No entanto, há aproximadamente 10 dias aguarda para ter acesso as contas.
Segundo Clademir, mesmo não estando no contrato, foi acertado verbalmente que o imóvel nunca seria vendido. Frisou que ele pertence a comunidade.
Responsável por imóvel afirma que não vai vender local e revela dívida da associação
A Uirapuru abriu os microfones durante a tarde de ontem (05) para a responsável pela Associação Unidos Venceremos, Jozelina dos Santos, onde ela explicou a polêmica envolvendo o imóvel onde funcionou a creche do bairro Leonardo Ilha.
Jozelina confirmou a doação pelo grupo de empresários no passado, inclusive de material para construção da casa. Porém, revelou que a Prefeitura, através do setor de educação, autorizou o início das atividades da creche.
Com isso, a associação contratou professores capacitados e toda a estrutura para fazer funcionar a creche mediante a promessa de recursos da prefeitura que nunca vieram.
Sem recursos e cobrando uma mensalidade simbólica dos pais, a dívida foi crescendo e hoje, somando-se a outros projetos da associação, o valor devido ultrapassa os R$ 200 mil.
Jozelina explicou que foi colocada uma placa de vende-se em frente a creche, que está desativada há mais de um ano, porém, afirmou que vão tentar outra solução e não vender mais o imóvel.
Ela disse também que gostaria de colocar novamente a creche para funcionar e vai conversar com empresários interessados que possam oferecer ajuda.