Empresário que colocou novo portão após fuga em massa do Presídio de Passo Fundo está há seis meses sem receber
No dia 12 de janeiro deste ano criminosos derrubaram o portão do Presídio Regional de Passo Fundo, causando uma fuga em massa de 17 detentos. No mesmo dia a Susepe, por meio de uma licitação na modalidade tomada de preço, contratou a empresa Ronaldo Dagostini, hoje denominada de Martinelli Esquadrias de Alumínio, para fazer a substituição do portão. O serviço custou ao Estado R$ 1.800. No entanto, passado seis meses do episódio, esse valor ainda não foi depositado ao prestador do serviço.
Ontem (18) pela manhã, o empresário Ronaldo Martinelli entrou em contato com a Uirapuru para relatar a situação. Contou que a sua empresa atua há 10 anos no ramo e já teve clientes que atrasaram o pagamento, mas é a primeira vez que não recebe nenhuma justificativa para a falta do pagamento. Martinelli disse que inúmeras vezes entrou em contato com a Susepe, mas não obteve respostas.
De acordo com a licitação, o investimento deveria ser pago 60 dias após a realização do trabalho, ou seja, em março. Martinelli falou que é complicado chegar nesse ponto de ter que denunciar para poder receber o pagamento. Ressaltou que a empresa já apresentou um valor acessível para fazer o fechamento do presídio e ajudar a comunidade.
Segundo informações levantadas pela Uirapuru, o processo está na Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (CAGE) e, embora possa se pago nos próximos dias, não há uma previsão concreta de que ele será feito logo devido a burocracia.
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