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Saúde

Empresário do ramo das vacinas acredita que Brasil tem capacidade para fabricar doses contra coronavírus

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Os EUA compraram todas as doses de vacinas do coronavírus que podem ser fabricadas neste ano a um custo de 2 bilhões de dólares. Com isso toda a capacidade de fabricação para este ano será direcionada para atender os americanos, que receberão mais de 100 milhões de doses. Também analistas avaliam que o acordo de compra das doses criou um valor padronizado para a vacina que gire em torno dos 40 dólares. Este valor, convertendo hoje em Reais, passa pouco dos R$ 200, sem estimar outros custos.

Mas será que essa vacina, quando estiver disponível no Brasil, terá um preço semelhante ou poderá variar pra menos ou pra mais? Há a possibilidade de produzirmos doses no país e não depender de nada importado? Estas são algumas das dúvidas que a população tem enquanto aguardamos a vacina efetiva.

A Uirapuru conversou sobre este assunto na tarde de ontem com o proprietário da Oficina das Vacinas, o médico Wilson Vieira Marques. O médico destacou que os EUA fecharam acordo com uma empresa, mas há outras três em fases de igual ou mais adiantado desenvolvimento. Explicou que, se uma empresa liberar a patente, outro laboratório pode fabricar as doses em qualquer lugar do mundo, inclusive laboratórios brasileiros. O médico acredita que o Brasil tem condições de fabricar uma boa quantidade de doses, mas não em larga escala.

O médico e empresário disse que não acredita em doses disponíveis na rede privada neste ano, especialmente no Brasil. Quanto ao preço ele informou que alguns laboratórios já não concordaram em colocar doses a preço de custo, o que reforça o movimento de custo comercial a ser definido e provavelmente elevados. Explicou ainda que na ocasião da vacina para H1N1 demorou mais de um ano para as doses estarem disponíveis para todos. Isso ocorre porque é preciso ultrapassar etapas de testes nas pessoas, para saber se realmente é criada imunidade e quais reações o corpo tem.

Apressar etapas é um risco de se criar vacinas que precisarão de novas doses devido a algum problema no futuro, por exemplo.

Ouça a entrevista com o médico Wilson Vieira Marques: