‘Emoção e Afeto’ discute a família e os conflitos e depressões que costumam ocorrer no Natal
Nesta semana, que antecede as comemorações de Final de Ano, o Programa “Emoção e Afeto, Comportamento”, na Uirapuru, falou sobre a família e a relação, às vezes complicada, com as festas natalinas. Participando do programa, o psiquiatra Carlos Hecktheuer e a psicanalista, Rossana Braguini, revelaram que o Natal é talvez uma das épocas em que há maior tendência para a depressão. Tudo parece alegre, leve e tão fácil! Todas as famílias parecem perfeitas.
Esse espírito, superficial, cria em algumas pessoas uma profunda falta de esperança. Muitas vivem essas semanas de “faz de conta” com a certeza de que as suas famílias nunca serão assim. O riso e a alegria se alternam com momentos por vezes tristes. E depois de terminadas todas as festividades, ou durante as mesmas fica o vazio. De acordo com a doutora Rossana, essa responsabilidade de ter que ser feliz, muitas vezes confraternizando com pessoas da família de quem se guardam possíveis mágoas é muito difícil.
Opinião confirmada por Dr. Carlos, segundo ele, de uma forma ou de outra, com mais dinheiro ou menos dinheiro, está começando a estação do ano onde costumamos fazer balanços, projetos e festas. E que nos damos conta, na maioria das vezes, que a maioria de nossas metas não foram cumpridas, o que já gera uma certa insatisfação.
Conforme ressaltou, o que pode parecer à época mais feliz do ano, para muita gente é o contrário. Natal e encontros de família, para essas pessoas, podem se transformar em momentos difíceis de suportar. Quase sempre, são pessoas deprimidas ou que estão passando por uma crise, que se agrava no período.
Para amenizar esses sentimentos e desencontros, tanto a doutora Rossana, quanto Dr. Carlos foram unânimes em afirmar que as pessoas têm que respeitar seus limites. Não forçar laços que não existam e até mesmo se isolar. O importante é passar por esse período fazendo o que gosta, sem se obrigar a nada, sem cobranças e julgamentos.