Skip to content

Saúde

Emoção, Afeto e Comportamento: vacinas mudaram mortalidade infantil através da história

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto
Vacina contra covid-19 segue sendo aplicada nesta quinta-feira em Passo Fundo
Vacina contra covid-19 segue sendo aplicada nesta quinta-feira em Passo Fundo

O tema vacinação segue em evidência à medida que avança para o público infantil. Recentemente uma pessoa distribuiu panfletos no centro, pedindo que os pais não vacinassem seus filhos, alegando, sem prova alguma, problemas que poderiam ser gerados pelo imunizante.  O assunto vacinação infantil foi abordado no programa Emoção, Afeto e Comportamento, da última semana, apresentado pelo psiquiatra Erico Hecktheuer, Vinícius Bramer e que contou com a participação do médico Arnaldo Porto Netto, pediatra.

 

 

Conforme o médico, quando as primeiras vacinas surgiram, nos anos 1700, a população teve reação semelhante à de hoje em dia, com falácias de que virariam animais e problemas de saúde.  No Rio de Janeiro houve a Revolta da Vacina, com uma rebelião popular de seis dias contra a vacina. No entanto, pandemias surgiram e em uma cidade muito rica da Europa houve a morte de metade da população em apenas um ano, sem o imunizante.

 

O médico explicou que, na pediatria, antes da década de 60, quando não se tinham imunizantes contra Polio, Sarampo, Varíola e Tétano, a única coisa que diminuiu a taxa de mortalidade infantil foi as vacinas, seguida dos antibióticos.  Hoje a taxa de mortalidade infantil caiu graças às vacinas, sendo estratégias consagradas há gerações e de forma segura.  Para o médico, trata-se de uma parte da população apenas que não acredita nas vacinas, embora os dados apontem o contrário. A história mostrou que somente a vacinação traz garantia de proteção contra as doenças.