Emoção, Afeto e Comportamento: sentimentos precisam fluir e quando retidos podem causar doenças
O final de ano é sempre sinônimo de alegria, festas e confraternizações em família. No entanto, também simboliza o fim de uma sequência que começou lá em janeiro, onde, para muitos, pode sinalizar frustração pelos acontecimentos e assim gerar angústia ou tristeza. O fato inegável é que o final de ano representa um misto de emoções e este foi o assunto do mais recente programa Emoção, Afeto e Comportamento, na Uirapuru.
Apresentado pelo psiquiatra Érico Hecktheuer, o programa contou com a participação do psicanalista José Júlio Abuchaim, residente na Argentina e que veio até Passo Fundo para capacitar outros profissionais. O Psiquiatra Abuchaim explicou que a vida humana é contínua, mas não linear. Isso quer dizer que tudo flui para frente, mas nem sempre da melhor maneira ou a que gostaríamos. Não há controle de tudo. Fazem-se planos, mas as inúmeras variáveis no caminho trazem resultados satisfatórios ou frustrantes, no decorrer da vida.
Contudo, é sempre uma evolução, em movimento dinâmico e girando. Neste aspecto, emoções ruins reprimidas podem trazer problemas de saúde diversos. Disse que energias ruins, por conta de problemas na vida, precisam fluir para fora do corpo, do contrário, trarão problemas de saúde físicos ou mentais.
Citou inúmeras ciências holísticas seculares que pregam a fluência desta energia para fora do corpo. Trouxe o exemplo de uma pessoa que tem problemas no trabalho, é carregada de energia ruim e leva isso para casa consigo. Em casa, buscando eliminar essa energia, erroneamente descarrega agressividade em outras pessoas ou em compulsões, prejudicando os outros ou a si mesma em um processo inconsciente para se desfazer da energia ruim. Para o psiquiatra, é preciso saber lidar com estes sentimentos para que não fiquem com a pessoa e nem sejam transferidos para os próximos.