Emoção, Afeto e Comportamento: relações podem sobreviver a traições, mas não a mentiras
A pandemia trouxe um verdadeiro teste de fogo para as relações humanas. Confinados em casa, com trabalhos sendo encerrados e dificuldades de saúde, muitos casais não atravessaram este momento juntos e o número de separações aumento drasticamente no Brasil. O crescimento de divórcios foi de 40%. As relações humanas são sempre tema de debate no programa Emoção, Afeto e Comportamento. Apresentando pelo psiquiatra Erico Hekctheuer e Vinícius Bramer, a edição desta semana recebeu a Psicóloga Elenita Ferrari. O tema da conversa foi “Sinais para se desistir de um relacionamento”.
Elenita explicou a construção do relacionamento se dá pelo desejo e, muitas vezes caminha de maneira perigosa para a necessidade. Esta necessidade cria efeitos secundários. Elenita também explicou que em muitos relacionamentos a pessoa não vê a outra como ela realmente é, mas sim como ela gostaria que fosse. Defeitos são ofuscados, mas expectativas criadas acabam sendo frustradas pela realidade que sempre prevalece.
A Psicóloga disse ainda que uma relação é um investimento, não de dinheiro, mas de tempo, energia e esforços mútuos. Os dois lados precisam investir no relacionamento, resolvendo problemas juntos e mantendo a relação viva e energizada. Um dos maiores inimigos da relação é a mesmice, o marasmo. Elenita disse que, em seu trabalho, muitas vezes notou um esforço de apenas um lado ou de lado algum.
Na caminhada das relações há também o grave problema de uma traição. Para a psicóloga, uma relação pode sobreviver a uma traição porque, na maioria das vezes o problema não está no relacionamento sexual apenas. No entanto, a quebra da confiança e o que isso representa, através da mentira, causa a ruptura de um casamento. São dois pontos diferentes, embora interligados e que dizem muito sobre o futuro do casal.